Únicas mulheres por estado

Eichmann, ensaio

2020.11.23 20:44 BlindEyeBill724 Eichmann, ensaio

Eichmann

Acho que li dois livros de Arendt, quais não me lembro (das mulheres da época meu coração se derrete por Weil). Sobre o nazismo sempre me aferrei à obra de Eric Voegelin, lembro-me que uma vez me disseram que Hitler era um ótimo orador para ter tido tanto sucesso na Alemanha, logo comentei, foram os alemães, simplesmente, que foram imbecis (e o contrário não me parece muito inteligente). O povo dos geniais Hegel e Goethe, monstros sagrados da filosofia e da literatura, pontas de lança do pensamento moderno (se pensavam no pensamento o que os franceses foram na política) foram subjugados por um tipo que, em toda faceta que se analise, era débil. As músicas eternas de Wagner soavam altas para esconder o ruído das moscas sobre a podre Alemanha da época. A banalidade do mal se manifesta de muitas formas, é sempre ilusório crermos imunizados, já ouviu falar do experimento de Milgram? Ele começou depois do julgamento de Eichmann e mostrou como as pessoas poderiam penetrar no mal pela simples obediência, mesmo na “saudável” democracia americana. Hoje em dia alguns veem na violência ainda um potencial redentor, o serviço exige que se quebrem alguns ovos, e assim se choca a serpente.
A Europa estava numa crise espiritual (não digo para puxar a sardinha para a religião), assim como, dir-se-ia, quase todos os países, aonde quer que se olhe, as pessoas se massificam (são proletárias no sentido romano, pessoas que na vida acabam por se dedicar não à vida da cultura, mas à procriação, o rico, nota-se, pode muito bem adentrar nessa definição), a democracia brinca com essa massa, a instrumentaliza, tenta mantê-la sob controle até o momento em que um ditador consiga rasgar o véu ilusório, a massa prescinde de política real, basta à massa o marketing, a massa é uma massa de modelar inflamável. Todos as concepções brincaram certa vez com o fogo, o revolucionário que investe no ódio social ao longo prazo cria associações partidárias que tenderão a dominar toda a psiquê de seus membros, os religiosos igualmente cedem à tentação, parecem querer isolar-se do mundo por ódio da criação, e pior, querem isolar os outros. Que os revolucionários reflitam sobre si mesmos. São Isaac da Síria nos diz que para nos isolarmos, até para sermos ermitões (e ele era um grande anacoreta) devemos ter “um amor ardente pela criação” (e que, portanto, não devemos fazer por raiva ou indiferença), o mais é tentação. Sabedoria do deserto contra o totalitarismo.
Mas a verdade é que, se a massa é condição necessária ao totalitarismo, não é só o proletário que dele participa, se pode imaginar, e imaginamos primeiramente, o pobre homem iletrado mas não se apreenderá o totalitarismo sem pensar sobre seu potencial de fascínio que o mesmo tem ao intelectual, sobre aquele que deixa de se reproduzir para somente participar da cultura. Sartre mostra ser tão domesticado quanto José, isso é, quando o comparamos com o espírito inquieto e grandioso de Albert Camus, esse fiel à sua consciência atenta. Hannah Arendt sentiu na pele a traição filosófica, Heidegger, o lendário filósofo que até hoje muitos não aceitam ser um ideólogo nazista , também cometeu uma traição (como podemos ver em Heidegger: The Introduction of Nazism Into Philosophy in Light of the Unpublished Seminars of 1933-1935, de Emmanuel Faye). É a traição dos intelectuais, tão vasta que o próprio criador do termo, Julien Benda, acabou caindo, o defensor da antes elevada classe caiu ele mesmo na vala comum bolchevista.
O homem massificado se torna uma abstração de si mesmo, uma categoria, se vê como um membro de um grupo e só consegue analisar a existência pela ótica grupal qual pertence, um espinho que machuque o dedo de uma única donzela é, para qualquer um com consciência moral intacta, o suficiente para parar toda a Terceira Guerra Mundial. Mas talvez não seja o suficiente alguns caldeirões de sangue herege aos santarrões e alguns caminhões de sangue burguês aos revolucionários. Aqui, o antissemitismo é somente uma manifestação ideológica concreta de algo que, no espírito ocidental massificado (massificação que inclui a cultura high-brow, de alto nível), pode ser substituído, banalmente, por qualquer um que se queira. O bode expiatório sacrifical na diabólica Imitatio Christi (imitação de Cristo). Não se pode tentar circunscrever uma posição adversário in toto, em sua totalidade, sem que nos coloquemos dentro da lógica mesma do totalitarismo, ademais, em nosso tempo, todos os lados acusam-se mutuamente de totalitários e, de fato, ambos podem se transformar nele, por algum deslize acidental ou pela derivação mesma de sua essência. Não diziam os nazistas que os megacapitalistas judeus eram totalitários em seu poder econômico e político? É para evitar essa “lógica retórica” que me atenho o seguinte, existem autores que afirmaram ser o nazismo de direita, outros de esquerda, e outros ainda que era uma terceira coisa, na grande maioria mais inteligentes que eu, como a posição que parece-me estar mais interessada na verdade é a terceira, parece-me a mais sensata, mantendo-se à consciência, é claro, o potencial autoritário latente em todas as posições.
Já dizia um papa que os erros continuam sendo eficazes pela parcela de verdade que possuem, se os megacapitalistas não são flor que se cheire para ninguém, acabam por culpar todo o povo judeu (é claro, ninguém merece o nazismo, nem eles), sinto que a mesma estrutura retórica é usada contra os Estados Unidos, como se tornaram símbolo do capitalismo mundial, condenam todo o povo americano.
Não podemos nos esquecer, é claro, da burocracia, a burocracia está para a lógica assim como a ética está para a inteligência viva, ela trabalha por abstrações, é fria, constrói hierarquias, constrói relações que escondem o valor infinito de cada vida (há uma tese de um teólogo ortodoxo chamado John Zizioulas que afirma que o conceito de pessoa conforme compreendido no Ocidente surgiu da fusão da ontologia grega com a Cristandade), as pessoas se tornam meramente números, tipos e classes. Relações cujo sentido último levar-nos-iam a um encontro face a face com uma Imago Dei (imagem de Deus), infinitamente profunda, são transformadas em relações mercadológicas e profissionais. Sempre me surpreendi com o fato de que, por mais que fossem milhares de pessoas trabalhando no projeto Manhattan, poucas eram aquelas que sabiam que estavam, na verdade, construindo uma bomba atômica, esse é um exemplo poderoso da alienação burocrática. Ficamos felizes com nosso salário no fim do mês, eis tudo. O que eu quero dizer com isso é mais ou menos o que um autor que não gosto muito chama de “mediação de ação” (Zygmunt Bauman). Mais especificamente, acho que nenhum autor destacou quão problemática é a vida moderna onde passamos mais de 8 horas por dia vivendo relações impessoais, até mesmo na iniciativa privada, a relação cliente/funcionário é quase a mesma da relação no serviço público chefe/servidor, as pessoas veem as outras pela ótica de uma abstração por 8 horas por dia, na hora dos momentos pessoais, como o amor, a família, simplesmente não conseguem articular uma vivência autêntica, mas como é um ponto comum no tiroteio esquerda-direita, me parece que alguém já deve ter dito isso em algum lugar.
O que as pessoas também não se atentam muito é como essa política do segredo parece infestar toda a estrutura política dos países, não existe uma clareza, existe propaganda política, existe direcionamento e ocultamento. Os totalitarismos têm uma estrutura típica de uma sociedade secreta, existem verdades esotéricas, para o Partido (à moda chinesa) e a versão popular. Mesmo em nossa sociedade não temos uma linguagem política precisa, claro, não estamos num regime totalitário, mas sempre parece que estamos próximos, devem passar um verniz, mas por detrás de uma linguagem técnica jurídica e contábil, quase não sabemos o que exatamente tem por projeto político os candidatos, por detrás dos jingles e dos chavões, onde está a autenticidade? Temos a impressão a população brasileira é composta por duas tipos de pessoas, os contabilistas e os advogados. Falta uma literatura política, cuja intenção seja chegar à realidade. Chamavam os assassinatos dos judeus de dar uma morte misericordiosa, pode-se julgar o grau de uma ditadura pelo grau de corrupção de uma linguagem.
Existe ainda mais, algo que nunca li, existe uma distinção do Cardeal John Henry Newman (creio que está na “Gramática do Assentimento”) sobre o assentimento nocional (notional assent) e o assentimento real (real assent), é uma distinção que eu uso muito para compreender a filosofia antiga, o assentimento nocional não implica nosso ser, é como quando lemos e assentimos à verdade da proposição “2+2=4”, isso não exige nenhuma mudança, não exige uma postura em todo nosso ser (em nossa imaginação e atos), existem certas coisas que exigem, entretanto, um assentimento real e não um assentimento nocional, a religião é uma delas, o fiel que lê a Bíblia como um conjunto de proposições, ou que lê Platão, Sócrates, dessa forma, simplesmente é um fiel hipócrita e um péssimo filósofo. Nestes termos podemos dizer que a banalidade do mal é, propriamente, o assentimento real (de todo o ser) à uma doutrina, assentimento tamanho que implica transformar toda a inteligência em um mero assentimento nocional, ele passa a enxergar o mundo como mera noção, sem implicâncias em seu ser.
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2020.11.06 22:01 Agnusl Absoluto repúdio à fake news irresponsável e perigosa do Intercept do Caso Mariana

A essa altura do campeonato, todo mundo provavelmente já sabe do que se trata. Ainda assim, aqui vai um resumo do caso:
Breve Resumo do Caso
Há a contar deste post (dia 03/11/2020), o Intercept divulgou uma noticia acerca da sentença de um processo penal onde o réu foi denunciado pelo crime de estupro de vulnerável. Supostamente, em uma festa, a ré teria sido dopada com alguma substância e, em um banheiro, o réu teria tido relação sexual com ela sem que ela pudesse consentir devido ao estado dela no momento.
https://theintercept.com/2020/11/03/influencer-mariana-ferrer-estupro-culposo/
A Notícia
A notícia apresenta dois pontos que revoltaram praticamente qualquer pessoa que entrou em contato com ela:
Pois bem.
Como bacharel em direito, eu fiquei incrédulo ao ler o termo "estupro culposo". Qualquer pessoa totalmente leiga em direito consegue ao menos ter uma noção do absurdo que isso é. Mesmo sabendo de muita, muita coisa que acontece no judiciário brasileiro digna de parecer história do Sencacionalista, eu não consegui ter outra reação senão ceticismo aqui. Não que eu achasse impossível um juiz dar uma sentença absurda, mas pelamor, o nível de absurdo aqui é tão grande que levanta suspeita.
Eventualmente, a sentença ficou pública. Deixo aqui um link onde é possível baixa-la em PDF.
https://revistaforum.com.bnoticias/veja-a-integra-da-sentenca-que-inocentou-empresario-acusado-de-estuprar-mariana-ferre
Aos profissionais e estudantes de direito, é uma leitura interessante. Para aqueles sem aprofundado conhecimento jurídico, mas curiosos sobre o caso, acredito que a leitura da última página esclarece o motivo do réu ter sido absolvido.
As Manipulações
Em nenhum momento ninguém alegou a possibilidade de "estupro culposo". Em todas as 51 páginas da sentença, esse termo só aparece uma vez, em um parafraseamento de doutrina (leia-se: de livros de estudo de direito) justamente mencionando que isso é uma impossibilidade jurídica. O motivo do réu ter sido absolvido foi por insuficiência de provas condenatórias.
Isso por si só já é um erro grotesco, terrível, do Intercept, pois dá a entender que a absolvição foi devido à total incompetência do Juiz com uma desculpa esdruxula, o que, novamente, não foi o caso. Ao ser confrontado com essa invenção, o Intercept, ao invés de se corrigir, se desculpar, se retratar, se limitou a apenas botar uma discreta nota de rodapé na notícia:
> A expressão ‘estupro culposo’ foi usada pelo Intercept para resumir o caso e explicá-lo para o público leigo. O artíficio é usual ao jornalismo. Em nenhum momento o Intercept declarou que a expressão foi usada no processo.
Mais, ainda refere-se ao réu como "o estuprador de Mariana" mesmo após ele ter sido absolvido.
Mas essa não foi a única manipulação dos fatos que o Intercept fez.
Nessa mesma notícia, eles apresentam um vídeo de cerca de 2 minutos, onde o advogado faz uma rajada de ataques contínuos a Mariana, a ponto de faze-la desabar em lágrimas, enquanto ninguém ali, nem o juiz (que deve presidir a audiência e evitar esse tipo de abuso), nem promotor, nenhuma alma viva, faz nada se não olhar em silêncio.
O ministério público pediu a quebra do sigilo da audiência, e esta foi divulgada em sua integralidade. Deixo abaixo o link do vídeo pelo canal do Estadão, no Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=P0s9cEAPysY
A parte editada começa aos 18 minutos. Mariana encerra seu testemunho lá pelos 30 minutos do vídeo.
Vendo a integra, é possível ver que, embora o advogado tenha se alterado naquele momento, a narrativa de ataque desenfreado em busca de humilhar Mariana é uma manipulação ferrenha do Intercept, sem qualquer razão senão gerar uma revolta em massa das pessoas (eu incluso).
O sensacionalismo foi tanto, mas com uma suposta causa tão nobre por trás, que gerou um grande movimento não só das pessoas como um todo, mas dos órgãos jurídicos e influentes juristas, inclusive de um Ministro do STF.
https://epoca.globo.com/brasil/gilmar-mendes-diz-que-influencer-mariana-ferrer-foi-vitima-de-tortura-humilhacao-em-audiencia-sobre-estupro-24726523

Um breve resumo sobre a absolvição
A absolvição do réu se deu por insuficiência de provas que comprovassem que havia tido um crime de estupro. A narrativa da vítima contraria diversas provas testemunhais (testemunho das próprias amigas, das pessoas que tiveram contato com ela na noite do ocorrido, etc.), periciais (a exemplo do exame toxicológico, que deu negativo para qualquer substância) e audiovisuais (imagens e a própria narrativa demonstram capacidade motora intacta). Várias das alegações dela são estranhas e carecem de provas que ela não tem. (Um dos exemplos mais estranhos é o de um vestido cheio de sangue que ela diz que usou durante o ocorrido, mas ao invés de submeter à investigação, enviou para fora do país por "segurança, por orientação de alguém".
Há vários pontos estranhos no caso, principalmente se levar em conta a narrativa da vítima, mas vou me ater aos pontos acima. O juiz agiu certo e em conformidade com a lei ao inocentar o réu: não há provas de que um estupro teria ocorrido.
Aos que gostariam de saber mais, convido-os a ler a sentença caso queiram a totalidade dela. Também sintam-se à vontade para fazerem perguntas. Se eu souber responder, respondo; Se não souber, talvez outra pessoa saiba.
Problemas dessa Mentira
Constatando que a narrativa do Intercept é falsa, ela é *EXTREMAMENTE* problemática por vários pontos:
  1. Ela basicamente gerou incrível revolta popular contra todos presentes na audiência, gerando consequencias judiciais injustas para os envolvidos e vários perigos, inclusive, potencialmente de vida para os mesmos, em especial o réu do processo.
  2. O tribunal da mídia condena com uma pena maior do que qualquer sistema judiciário. As consequencias para o réu absolvido podem levar, basicamente, ao fim da sua vida social, profissional e até mesmo da sua vida propriamente dita, principalmente por se tratar de um caso de um crime tão hediondo.
  3. Demonstra a facilidade das pessoas de caírem em um conto mal contado por desejarem com todas as forças justiça para o que parece ser a parte mais fraca do conflito, injustiçada por gigantes;
  4. Demonstra que nem as autoridades do Judiciário estão isentos de serem enganados por uma noticia falsa do assunto sobre o qual deveriam dominar;
  5. Demonstram que um site grande de mídia tem um poder manipulador muito grande sobre a sociedade, principalmente ao usar o artificio de Fake News;
  6. Dependendo de como ficar a história, pode demonstrar que não estamos prontos pra combater esse tipo de situação, nem seus efeitos. Talvez demonstre que não estaremos aptos a isso por um bom tempo.

Conclusão:
A sentença do juiz, tecnicamente falando, está correta. Eu entendo a raiva das pessoas direcionado ao réu (eu também senti, mas consegui não ser enganado pela história do estupro culposo e não "condenei pessoalmente ele"). Eu entendo a raiva das pessoas direcionada ao advogado, ao juiz e aos demais na audiência (essa eu também senti e muito maior. Nessa narrativa falsa, eu infelizmente também caí). E eu entendo se ainda houver resistência em aceitar os fatos, pois "uma mulher afirma em lagrimas que foi estuprada e que a justiça absolveu seu estuprador".
Mas precisamos nos ater aos fatos nessas horas: não há provas de que houve um estupro, Mariana está, (in)felizmente, muito provavelmente, mentindo sobre o caso (provas materiais, físicas, contrariam o que ela diz e as provas que ela mesmo facilmente poderia ter produzido), e a sentença foi certeira. O advogado em um momento singular se alterou, mas foi imediatamente advertido pelo juiz para abster-se de fazer aquilo, e assim o fez. No momento em que Mariana começou a chorar (quando o advogado pediu para que ela apresentasse as provas do que afirmava com tanta certeza), o juiz pausou a audiência para que ela se recompusesse.
Ainda assim, não vou afirmar com toda a certeza do mundo que ela (não) foi estuprada ou que ela (não) está mentindo, pois só temos acesso à sentença, e não ao processo inteiro. Vejamos o que os recursos dirão. De qualquer forma, não é esse o foco do post.
No fim, toda a narrativa do Intercept é uma fake news monstruosa e potencialmente letal, que deve ser abominada e condenada veemente. Pra mim, o site perdeu toda e qualquer credibilidade possível. Deixo meu repúdio total aqui ao site e peço para que, quando esclarecidos, façam o mesmo se dividirem esse sentimento comigo.
ODEIO ter meu senso de justiça atiçado e manipulado completamente, e não perdoarei o Intercept por isso.
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2020.11.06 21:19 Agnusl Absoluto repúdio à fake news irresponsável e perigosa do Intercept do Caso Mariana

A essa altura do campeonato, todo mundo provavelmente já sabe do que se trata. Ainda assim, aqui vai um resumo do caso:
Breve Resumo do Caso
Há a contar deste post (dia 03/11/2020), o Intercept divulgou uma noticia acerca da sentença de um processo penal onde o réu foi denunciado pelo crime de estupro de vulnerável. Supostamente, em uma festa, a ré teria sido dopada com alguma substância e, em um banheiro, o réu teria tido relação sexual com ela sem que ela pudesse consentir devido ao estado dela no momento.
https://theintercept.com/2020/11/03/influencer-mariana-ferrer-estupro-culposo/
A Notícia
A notícia apresenta dois pontos que revoltaram praticamente qualquer pessoa que entrou em contato com ela:
Pois bem.
Como bacharel em direito, eu fiquei incrédulo ao ler o termo "estupro culposo". Qualquer pessoa totalmente leiga em direito consegue ao menos ter uma noção do absurdo que isso é. Mesmo sabendo de muita, muita coisa que acontece no judiciário brasileiro digna de parecer história do Sencacionalista, eu não consegui ter outra reação senão ceticismo aqui. Não que eu achasse impossível um juiz dar uma sentença absurda, mas pelamor, o nível de absurdo aqui é tão grande que levanta suspeita.
Eventualmente, a sentença ficou pública. Deixo aqui um link onde é possível baixa-la em PDF.
https://revistaforum.com.bnoticias/veja-a-integra-da-sentenca-que-inocentou-empresario-acusado-de-estuprar-mariana-ferre
Aos profissionais e estudantes de direito, é uma leitura interessante. Para aqueles sem aprofundado conhecimento jurídico, mas curiosos sobre o caso, acredito que a leitura da última página esclarece o motivo do réu ter sido absolvido.
As Manipulações
Em nenhum momento ninguém alegou a possibilidade de "estupro culposo". Em todas as 51 páginas da sentença, esse termo só aparece uma vez, em um parafraseamento de doutrina (leia-se: de livros de estudo de direito) justamente mencionando que isso é uma impossibilidade jurídica. O motivo do réu ter sido absolvido foi por insuficiência de provas condenatórias.
Isso por si só já é um erro grotesco, terrível, do Intercept, pois dá a entender que a absolvição foi devido à total incompetência do Juiz com uma desculpa esdruxula, o que, novamente, não foi o caso. Ao ser confrontado com essa invenção, o Intercept, ao invés de se corrigir, se desculpar, se retratar, se limitou a apenas botar uma discreta nota de rodapé na notícia:
> A expressão ‘estupro culposo’ foi usada pelo Intercept para resumir o caso e explicá-lo para o público leigo. O artíficio é usual ao jornalismo. Em nenhum momento o Intercept declarou que a expressão foi usada no processo.
Mais, ainda refere-se ao réu como "o estuprador de Mariana" mesmo após ele ter sido absolvido.
Mas essa não foi a única manipulação dos fatos que o Intercept fez.
Nessa mesma notícia, eles apresentam um vídeo de cerca de 2 minutos, onde o advogado faz uma rajada de ataques contínuos a Mariana, a ponto de faze-la desabar em lágrimas, enquanto ninguém ali, nem o juiz (que deve presidir a audiência e evitar esse tipo de abuso), nem promotor, nenhuma alma viva, faz nada se não olhar em silêncio.
O ministério público pediu a quebra do sigilo da audiência, e esta foi divulgada em sua integralidade. Deixo abaixo o link do vídeo pelo canal do Estadão, no Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=P0s9cEAPysY
A parte editada começa aos 18 minutos. Mariana encerra seu testemunho lá pelos 30 minutos do vídeo.
Vendo a integra, é possível ver que, embora o advogado tenha se alterado naquele momento, a narrativa de ataque desenfreado em busca de humilhar Mariana é uma manipulação ferrenha do Intercept, sem qualquer razão senão gerar uma revolta em massa das pessoas (eu incluso).
O sensacionalismo foi tanto, mas com uma suposta causa tão nobre por trás, que gerou um grande movimento não só das pessoas como um todo, mas dos órgãos jurídicos e influentes juristas, inclusive de um Ministro do STF.
https://epoca.globo.com/brasil/gilmar-mendes-diz-que-influencer-mariana-ferrer-foi-vitima-de-tortura-humilhacao-em-audiencia-sobre-estupro-24726523

Um breve resumo sobre a absolvição
A absolvição do réu se deu por insuficiência de provas que comprovassem que havia tido um crime de estupro. A narrativa da vítima contraria diversas provas testemunhais (testemunho das próprias amigas, das pessoas que tiveram contato com ela na noite do ocorrido, etc.), periciais (a exemplo do exame toxicológico, que deu negativo para qualquer substância) e audiovisuais (imagens e a própria narrativa demonstram capacidade motora intacta). Várias das alegações dela são estranhas e carecem de provas que ela não tem. (Um dos exemplos mais estranhos é o de um vestido cheio de sangue que ela diz que usou durante o ocorrido, mas ao invés de submeter à investigação, enviou para fora do país por "segurança, por orientação de alguém".
Há vários pontos estranhos no caso, principalmente se levar em conta a narrativa da vítima, mas vou me ater aos pontos acima. O juiz agiu certo e em conformidade com a lei ao inocentar o réu: não há provas de que um estupro teria ocorrido.
Aos que gostariam de saber mais, convido-os a ler a sentença caso queiram a totalidade dela. Também sintam-se à vontade para fazerem perguntas. Se eu souber responder, respondo; Se não souber, talvez outra pessoa saiba.
Problemas dessa Mentira
Constatando que a narrativa do Intercept é falsa, ela é *EXTREMAMENTE* problemática por vários pontos:
  1. Ela basicamente gerou incrível revolta popular contra todos presentes na audiência, gerando consequencias judiciais injustas para os envolvidos e vários perigos, inclusive, potencialmente de vida para os mesmos, em especial o réu do processo.
  2. O tribunal da mídia condena com uma pena maior do que qualquer sistema judiciário. As consequencias para o réu absolvido podem levar, basicamente, ao fim da sua vida social, profissional e até mesmo da sua vida propriamente dita, principalmente por se tratar de um caso de um crime tão hediondo.
  3. Demonstra a facilidade das pessoas de caírem em um conto mal contado por desejarem com todas as forças justiça para o que parece ser a parte mais fraca do conflito, injustiçada por gigantes;
  4. Demonstra que nem as autoridades do Judiciário estão isentos de serem enganados por uma noticia falsa do assunto sobre o qual deveriam dominar;
  5. Demonstram que um site grande de mídia tem um poder manipulador muito grande sobre a sociedade, principalmente ao usar o artificio de Fake News;
  6. Dependendo de como ficar a história, pode demonstrar que não estamos prontos pra combater esse tipo de situação, nem seus efeitos. Talvez demonstre que não estaremos aptos a isso por um bom tempo.

Conclusão:
A sentença do juiz, tecnicamente falando, está correta. Eu entendo a raiva das pessoas direcionado ao réu (eu também senti, mas consegui não ser enganado pela história do estupro culposo e não "condenei pessoalmente ele"). Eu entendo a raiva das pessoas direcionada ao advogado, ao juiz e aos demais na audiência (essa eu também senti e muito maior. Nessa narrativa falsa, eu infelizmente também caí). E eu entendo se ainda houver resistência em aceitar os fatos, pois "uma mulher afirma em lagrimas que foi estuprada e que a justiça absolveu seu estuprador".
Mas precisamos nos ater aos fatos nessas horas: não há provas de que houve um estupro, Mariana está, (in)felizmente, muito provavelmente, mentindo sobre o caso (provas materiais, físicas, contrariam o que ela diz e as provas que ela mesmo facilmente poderia ter produzido), e a sentença foi certeira. O advogado em um momento singular se alterou, mas foi imediatamente advertido pelo juiz para abster-se de fazer aquilo, e assim o fez. No momento em que Mariana começou a chorar (quando o advogado pediu para que ela apresentasse as provas do que afirmava com tanta certeza), o juiz pausou a audiência para que ela se recompusesse.
Ainda assim, não vou afirmar com toda a certeza do mundo que ela (não) foi estuprada ou que ela (não) está mentindo, pois só temos acesso à sentença, e não ao processo inteiro. Vejamos o que os recursos dirão. De qualquer forma, não é esse o foco do post.
No fim, toda a narrativa do Intercept é uma fake news monstruosa e potencialmente letal, que deve ser abominada e condenada veemente. Pra mim, o site perdeu toda e qualquer credibilidade possível. Deixo meu repúdio total aqui ao site e peço para que, quando esclarecidos, façam o mesmo se dividirem esse sentimento comigo.
ODEIO ter meu senso de justiça atiçado e manipulado completamente, e não perdoarei o Intercept por isso.
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2020.11.06 14:41 HuelandThrowaway Análise da eleição municipal de São José dos Campos, São Paulo

O post abaixo foi escrito por mim. Apesar de conter informações que podem revelar a minha identidade, só umas 10 pessoas poderiam saber quem escreveu com as informações dadas. Ele tem como objetivo informar as pessoas da cidade, então se conhecer alguém de SJC por favor compartilhe com essa pessoa. O meu posicionamento político vai ficar bem claro mais ao final do texto, mas sem spoilers.

Resumão de candidatos à prefeitura de São José dos Campos
By Eu.

Nessa eleição, temos 11 candidatos a prefeito. Como ninguém tem tempo para ver o que cada um propõe, estou fazendo esse resumo a quem quiser ler.
A análise a seguir foi feita por mim, baseada em conhecimentos prévios e nas entrevistas de cada candidato encontradas aqui: https://www.meon.com.bnoticias/rmvale/eleicoes-2020-confira-as-entrevistas-em-video-com-os-candidatos-a-prefeitura-de-sao-jose-dos-campos

Coronel Nikoluk, Partido Liberal (22)
Parece uma candidata decente. Direita tradicional focada em família, valores, gerar emprego e segurança pública.
Ela promete foco em saúde preventiva como um jeito de aumentar a eficiência da saúde pública.

Dr. Cury, Partido Socialista Brasileiro (40)
Ele promete zerar a fila de atendimento dos hospitais, mas não fala em como. A impressão que dá é que ele acha que "é só cobrar mais que acontece", mas também fala em dar vouchers a quem não for atendido em até 14 dias. Caralho mano, eu vivi pra ver partido socialista querer privatizar serviço público. De saúde ainda por cima. Hora de reiniciar a simulação porque já começou a bugar.
Na educação ele quer escola integral para todo mundo, para ensinar "tudo", seja lá o que isso for. Me cheira a mais gastos para pouco ganho, e a certeza de doutrinação. Talvez não no mandato do Cury, até porque não quero acusar ninguém, mas eventualmente será usado pra isso. Eu não confio no prefeito de 2024, até porque não sei quem vai ser.

Felício Ramuth, PSDB (45)
O atual prefeito.
Proposta de saúde: jogar dinheiro no problema. A primeira coisa de que ele se gaba é ter aumentado a verba, ao invés de falar em melhoria de resultados. Isso me faz pensar que não houve melhoria, e que o dinheiro foi jogado fora. Afinal, se houvesse melhoria é disso que ele estaria se gabando.
A ideia dele de gerar emprego também é torrar dinheiro. Dar dinheiro pra empresas que contratarem pessoas, e fazer a prefeitura contratar jovens de 16-19 anos desempregados.
Não é à toa que esse foi o prefeito que triplicou a dívida do município em um mandato só.
Também é o cara que criou a ponte mais inútil da história. Toda vez que eu passo perto tem entre zero e um carro na ponte, enquanto as outras faixas continuam tendo o trânsito de sempre. Foi um ano de construção de ponte, de faixas sendo interditadas para estacionar concreto, de semáforo mudando de lugar, tudo pra uma ponte que até o Felício está com vergonha de ter feito e nem mostra no horário eleitoral dele. E o mais importante: a ponte foi feita por uma empresa que está proibida de fazer obras para o governo federal devido a envolvimento em esquemas de corrupção.

João Bosco, Partido Comunista do Brasil (65)
Outro que acha que emprego = jogar o seu dinheiro na mão de todo mundo. Além disso ele quer atrair grandes empresas, o oposto do que os outros candidatos tem proposto de gerar emprego através de micro e pequenas empresas.

Luiz Carlos, Partido Trabalhista Cristão (36)
Fala em gastar "somente em obras necessárias" e define saúde e educação como prioridades.
Gostei quando ele falou em terminar obras paradas "porque a obra parada é a obra mais cara que existe". Falou certo, e diga-se de passagem que essa também tem sido uma das bandeiras do Bolsonaro a nível federal. Além disso ele quer que todas as obras tenham um seguro de término de obra, algo que até onde eu sei já é obrigatório em vários países desenvolvidos.
Ele quer a construção civil como carro-chefe da criação de empregos. Por um lado parece um bom plano já que esse é um setor que gera muitos empregos. Por outro, lembro de uma vez que eu conversei com um empresário do ramo e ele disse que "quando a economia vai mal a construção é o primeiro que sente e o último que se recupera", já que é preciso muito dinheiro e uma boa perspectiva de futuro para se construir algo. Nada pior que gastar centenas de milhares, ou milhões, em um prédio e ele ficar vazio pagando IPTU.
O candidato Luiz Carlos também quer investimentos em rede de esgoto e mobilidade urbana. Esgoto é uma questão clássica que ninguém quer investir porque não dá visibilidade ou voto. Mobilidade urbana é um chavão conhecido, mas eu gostei da proposta do candidato de fazer pesquisas para ver onde há mais demanda (algo que não é feito atualmente) para adequar a oferta de transporte público. Típico investimento barato que faz resultados perceptíveis.
No geral parece um candidato bom. Não ter nenhuma proposta absurda já é um diferencial, e ideias focadas em custo-eficiência são sempre bem vindas.

Marina Sassi, PSOL (50)
Inspirada pela morte da Marielle e pelo #Elenão, a Marina veio para acabar com as grandes empresas que controlam essa cidade. Parece sátira, mas não é.
Ela quer abrir novos concursos para 300 médicos e enfermeiros, sem explicar por que eles são necessários.
Também quer mais concurso para professores, para que os professores que são grupos de risco de covid não precisem dar aulas. Além disso ela quer diminuir o número de alunos por sala. Como? Contratando ainda mais professores. Antes tu tinha um professor com 40 alunos, agora vai ter o professor afastado (ainda recebendo é claro) e dois novos pras turmas de 20 alunos. Promoção da educação: Pague 3 leve 1!
"A iniciativa privada não tem como responder à demanda da maioria da população (por empregos)". Mano. Pensa numa cidade que todo mundo fica pendurado nas tetas do governo. Esse imposto vai vir de onde?
Além disso ela quer uma "renda básica solidária" com "só 1% do orçamento", ou seja, uns 30 milhões por ano. Para "acabar com a miséria de 17 mil pessoas". Ou seja, 147 reais por mês por miserável. Sem juízo de valor aqui, estou só fazendo a conta. Deixo a cada um que decida se isso é muito ou pouco.

Professor Agliberto, NOVO (30)
O criador do Parque Tecnológico e do Banco do Empreendedor, o Agliberto pretende cortar cargos de confiança, economizando cerca de 50 milhões por ano. Só essa medida, em só um mandato, corta uns 20-25% da dívida do município.
Além disso, ele quer criar o "cartão saúde" e o "cartão educação". Basicamente ao invés de ir pra rede pública tu se trata ou estuda na rede privada e joga a conta pra prefeitura. Também conhecido como terceirização, especialização ou programa de voucher, é uma ideia liberal antiga que sempre deu certo onde foi utilizada. A prefeitura vai gastar menos pra dar um atendimento melhor.

Raquel de Paula, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (16)
A vice-presidente do sindicato dos correios.
"Chega da burguesia decidir o rumo da vida daqueles que constróem a riqueza"
A candidata está triste que existe saúde privada, e ela quer estatizar a saúde e o transporte público. Não, não é sátira. Ela também quer acabar com a terceirização no serviço público.
Caralho. É a única candidata até agora que não quer um papel da iniciativa privada, por mais secundário que seja, na retomada dos empregos. Vou dar uma dica aqui: TODOS os empregos, 100% deles, vem da iniciativa privada. Ou por serem empregos privados, ou por serem funcionários públicos mantidos por impostos da iniciativa privada. Quem não entende isso não merece nem o voto da própria mãe.

Renata Paiva, Partido Social Democrata (55)
Outra candidata que promete zerar a fila do atendimento na saúde, porém com a estratégia de contratar mais médicos e fazer mutirões. Ela quer um hospital para velhos, um para mulheres, um para jovens, um para deficientes, etc. E além disso quer especialistas mais próximos da população, ou seja, tacar um oncologista em cada bairro mesmo se não houver demanda. Haja vontade de contratar um monte de médico pra não fazer nada.
A proposta boa da candidata é focar no ensino técnico acoplado ao ensino médio, pois realmente faltam cursos técnicos no Brasil

Senna, PSL (17)
Propostas: reduzir gastos, reduzir cargos comissionados e secretarias, criar colégios públicos militares, o "médico na praça" (projeto para mandar carretas com médicos e equipamentos a locais públicos para desafogar os hospitais), auditar todos os contratos da saúde, e abrir o mercado de transporte para a concorrência.
Todas são propostas boas. Só tem um probleminha: é o Senna.
Senta que lá vem a história. Estava lá eu, membro fundador do Vem Pra Rua de São José dos Campos, em uma manifestação do Vem Pra Rua, quando vejo um homem e uma mulher com cara de políticos gravando uma live no nosso evento. Até aí nada de errado, todos são bem vindos. Por pura curiosidade chamei o homem de lado para perguntar quem eram, e ele ficou agressivo. Começou com aquela "por quê, a gente não pode? É ou não é pra vir pra rua?", colocando palavras na minha boca para tentar arrumar briga. Depois de desescalar a situação, eu perguntei para outra fundadora do VPR quem era "aquela mulher com o segurança agressivo", e ela riu. "Aquele 'segurança' lá é o Senna, ele só gruda na Letícia Aguiar porque quer ser prefeito. Ignora e só não deixa eles subirem no carro de som."
Na semana seguinte houve uma manifestação, se não me engano do Movimento Conservador, e lá estava uma faixa "Chupa Senna", bem alto no carro de som. Perguntei para um dos organizadores o motivo da faixa, e imaginem a minha (falta de) surpresa quando falaram que o Senna havia se juntado abertamente à ala antiBolsonaro do PSL.
E agora o ser tenta juntar a sua imagem à do Bolsonaro para virar prefeito.
As propostas do candidato são boas? São. Mas o candidato em si é apenas um aproveitador, que se junta a quem estiver por cima conforme a conveniência. O tipo de pessoa que puxa briga com aliados naturais só para chamar atenção não serve para a carreira política.
Se o Senna implementar qualquer proposta, se é que vai tentar, será mal feita para se adequar a demandas da oposição, ou largada pela metade quando não for mais conveniente. Senna prefeito trará nada além de uma má fama a ideias boas, e aí ficaremos décadas sem elas.
Eu, que em 2013 já gritava "Bolsonaro presidente 2014", e fiz parte de três movimentos liberais antes
de vir para o Vem Pra Rua, voto no PT antes de votar no Senna.

Wagner Balieiro, PT (13)
Promete: retomar o crescimento, até aí normal. Reduzir a tarifa do tranporte público, o que é estranho já que o último prefeito do PT a aumentou na primeira semana. E criar uma "moeda comunitária", ou seja, sair dando dinheiro de graça.
Ah, e a parte de reduzir tarifa de transporte? Ele que fazer isso na base do subsídio. Ou seja, você não vai pagar 5 reais de passagem. Vai pagar 3 de passagem e 2 de imposto. Muito melhor né?

Ranking final:
1º lugar Agliberto (30). O melhor candidato, de longe. Agliberto traz ideias novas por aqui porém que já funcionam ao redor do mundo, vai cortar gastos desnecessários, e tem respeito pelo seu dinheiro.
2º lugar Coronel Nikoluk (22). Candidata conservadora clássica, com foco nas funções essenciais do Estado e sem querer inventar moda.
3º lugar Luiz Carlos (36). Outra opção sólida, que fala sem enrolar e quer fazer o que precisa ser feito, nada mais e nada menos.
4º lugar Dr. Cury (40). Vivi pra ver socialista defender privatização da saúde. Só isso. Mas a escola integral ele pode enfiar no cu.
5º lugar Voto Nulo (69). Todo mundo sabe que o voto nulo é infinitamente superior ao voto em branco, mesmo depois que a urna eletrônica nos privou dos melhores candidatos do partido nulo.
6º lugar Voto Em Branco. É tipo o voto nulo, mas com menos criatividade e mais racismo.
7º lugar João Bosco (65). Um torrador de dinheiro sem nenhum diferencial notável.
8º lugar Renata Paiva (55). A candidata de quem acha que a prefeitura tem dinheiro infinito e só não resolve os problemas porque não quer.
9º lugar Felício Ramuth (45). Se ele não tivesse triplicado a dívida do município estaria bem mais alto na lista, mas tendo visto um governo dele ninguém quer um segundo.
10º lugar Marina Sassi (50). Típico caso de pessoa que quer acabar com a pobreza sem criar riqueza. A história mostra que isso não dá certo, muito menos para os pobres que ela afirma defender.
11º lugar Wagner Balieiro (13). Petista fazendo petisse, vai jogar o custo das coisas de você pra você mesmo e tentar se pintar de bonzinho durante o processo. E todo mundo se lembra do último prefeito do PT, aquele que foi impeachado.
12º lugar Raquel de Paula (16). Acha que a iniciativa privada não serve pra nada, todo mundo é incompetente menos a prefeita que se acha deusa.
13º lugar Meteoro Esmagador Destruindo a Terra. Por que às vezes a destruição mundial é o menor de dois males.
14º lugar Senna (17). O 14º colocado entre os 11 candidatos, merecidamente. Se um esquerdista faz merda a culpa é da esquerda, e se um oportunista fantasiado de direita liberal fizer merda vai sobrar pro resto da direita e dos liberais.

Quanto a vereadores, honestamente não importa muito. Tem todo um método do cálculo eleitoral, e no fim das contas a única coisa que importa é a legenda na qual você votou. Então mete o número do partido que você quer, ou escolhe um candidato que você gosta um pouco mais que os outros.
Pessoalmente vou votar no Bruno Wallace (30111), que se Deus quiser vai ser o vereador mais novo da história de SJC. O garoto tem 18 anos, faz parte do NOVO e do Vem Pra Rua, e o mais importante: tem as ideias certas de como levar a cidade pra frente.
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2020.11.05 05:17 Afternoon_Upbeat Eu fui embora da vida da única mulher que já amei.

To usando uma conta throwaway porque sim, slá.
Esse vai ser longo ;D
Eu conheci essa moça (vou chamar ela de X) aos 12 anos de idade e de cara começamos a nós dar bem, fomos da mesma sala por vários anos consecutivos, acabei que me apaixonei por ela de uma forma bem inocente, eu gostava de ver ela sorrir, rir. Enfim, por volta dos 14 anos eu falei com ela sobre isso, que eu realmente gostava dela e tal....bem no dia depois dela começar a namorar outro maluco, sem problemas, é a porra da vida eu acho? ao longo dos anos ela brigou bastante com ele por minha causa, me sentia mal por isso e tal, mas não me importava muito, afinal, ficar perto dela pra mim era o suficiente.
Ao longo dos anos eu continuei completamente apaixonado por ela, ela me contava tudo da vida dela, fui até o primeiro que ela contou sobre perder a virgindade aos 15 praquele mesmo cara, machucou um pouco...mas fazer oque? nesse ano que ela me contou isso o cara deu um ultimato nela, era basicamente; "Eu ou ele". Ela escolheu ele, entendível, afinal de contas era namoradinho dela. eu tinha 16 ela 15. Antes disso eu andava de mão dada por ai com ela e tal, nunca nem tinha ficado com outra pessoa de tanto que eu era imbecilmente apaixonado por ela, passamos um ano só falando "oi" um pro outro no máximo.
Eles terminaram eu tinha 17 e ela 16, voltamos rapidamente pra rotina antiga, acabei ouvindo amigos meus sobre ficar com outras pessoas pra esquecer, cedi, fiquei com as minas mais parecidas com ela que tinham, todo mundo achava estranho, mas sei lá, meio que só sentia atração assim? O lado bom disso é que passou a vontade louca de ficar com a "X", comecei a ficar com gente aleatória, foda é que veio lado ruim logo depois, cai em depressão, saí do colégio, entrei na faculdade, comecei a me drogar pra esquecer essa mulher e não dava, eu sempre esquecia ela e logo depois voltava com tudo o sentimento, pelo menos, "nunca" na minha vida sofri rejeição, as pessoas falam que sou um cara atraente, nunca vi isso principalmente porque já fui rejeitado por ela.
Aos 19 anos nossa amizade escalou pra caralho, começamos a fazer muitas coisas só nos dois, bebíamos juntos, acampamos juntos, ela dormia abraçada comigo na minha cama(????????) (Nota pro leitor: nunca nem fiquei com ela.) chegou num ponto que eu acordei e ela dormia em cima de mim e eu pensei comigo mesmo; "essa é a vida que eu quero pra mim? Não ter a única que me importo?"
Comecei a namorar pela primeira vez depois dessa realização, isso no mesmo ano, terminei com minha namorada depois de dois anos, foi um relacionamento que me fez entender muito sobre a vida, foi horrível, nunca fui tão maltratado por uma pessoa como por minha ex-namorada , chegou até um ponto que ela falou que só ficava comigo pela minha aparência, de qualquer forma, terminei com ela, não culpo ela, levei esse relacionamento como um aprendizado sobre a vida. O lado bom é que, durante esses dois anos, eu fui completamente proibido pela minha namorada na época de ver a "X", dois anos sem nem ver ela direito. Quando eu terminei, na mesma semana falei com a "X" e fui encontrar ela.
Ela tem depressão severa, enche o vazio dentro dela com drogas e sexo randômico, assim como eu anos atrás, eu encontrei com ela varias vezes, até que ela me pediu perdão por tudo, era exagerada nossa amizade e que sempre que eu ia embora da vida dela, que foram varias vezes, ela esperava eu voltar. Isso me quebrou, mas acabei entendendo que a decisão correta seria ir embora, ela me ama, mas não como eu gostaria, e eu não queria ficar nesse joguinho. Ainda mais porque eu já estava começando a cair por ela de novo
Marquei com ela pra conversar sobre isso, sem ela saber, obviamente (eu sou um animal).
Expliquei tudo, cheguei lá por volta das 19. só fui embora as 2 da manhã, na primeira hora ela negou eu ir embora de novo e que mentiria pra mim sobre o estado mental dela e que ela ia omitir ela ficando com outras pessoas e tal, neguei, não queria isso, queria ela, não uma vida perto dela. Ao longo da conversa ela compreendeu e disse que apoiava eu ir embora, ela me acompanhou até meu carro e me abraçou, ficamos quase duas horas só fazendo carinho um no outro, até que ela me perguntou se seria tudo bem ela me beijar já que era nossa ultima vez juntos, EU NÃO SABIA OQUE DIZER, eu só fiquei olhando pro vento por uns bons 10/20 segundos, ela falou que era besteira, acabei aceitando o beijo, ela me deu só um selinho besta e começou a ir embora....puxei ela e começamos a ficar de verdade, passou algum tempo ela me empurrou e foi embora olhando pra mim e sorrindo.
Ao longo dessa conversa que tivemos ela ficou visivelmente triste e sem duvidas ela notou que eu também fiquei, ela me disse que chorou muito quando fui embora na época que namorei....agora só posso imaginar oque ela sente sobre mim, nunca achei que ia ficar com ela ou algo do tipo, só aconteceu.
Nota: eu tratei minha depressão ao longo dos anos. Assim como sempre tentei estar lá pra ela durante a depressão dela, até mesmo durante meu relacionamento.
Agora eu estou mais triste do que já estive em toda minha vida, comecei a me focar mais em mim, fazendo dieta, malhando, estudando pra faculdade, mas eu não consigo tirar ela da cabeça, tenho 21 anos e faz uma semana que fui embora da vida dela, meu corpo parece se negar esquecer ela, sonho com ela quase toda noite, não consigo falar com nenhuma outra mulher, não consigo nem me masturbar porque acabo chorando ao ver pornografia(???????????).
Compreendo o argumento de "ah tem mais muié por ai", porém, com todo o respeito, vá te fudé rapá, eu sei muito bem disso, o foda é que ela é a minha melhor amiga, foi por anos, me sentia mais aberto com ela do que com qualquer outra pessoa, eu podia falar qualquer coisa com ela e vice-versa, era tudo que sempre quis, toda idealização de amor que já tive na vida veio dela.
Eu só não sei oque fazer sem ela, sem nunca mais nem dar um oi, um abraço...eu conheço ela mais do que qualquer outra pessoa e só não sei oque fazer...
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2020.10.26 20:58 gr33nz44k O Grande Reset e o COVID-19: acaso ou pré-planejado?

O Grande Reset e o COVID-19: acaso ou pré-planejado?
Se você tem acesso á internet, tem mais que 4 neurônios se comunicando apropriadamente e não recebe toda sua informação de uma única bolha ou ''panelinha'' midiática, já deve ter percebido que o mundo passa pelo que estão chamando de ''O Grande Reset''.
Futura capa da Time Magazine.
O Great Reset resumidamente se trata de alterar definitivamente a percepção humana sobre a realidade e lentamente implantar um novo padrão comportamental na sociedade em geral. Lembra como a mídia sempre insistiu no termo ''novo normal''?
Para aqueles que tem o mínimo de brio pela descoberta da verdade e vontade de tentar enxergar o outro lado da moeda sabe ou pelo menos desconfia que estamos apontados para uma certa direção:
- Mais autoritarismo travestido de democracia.
- Mais controle social-financeiro-comportamental, em diversos aspectos e sob diversos mecanismos
- Lenta transição para uma espécie oficial de governo único central global.
- Mais intolerância com quem pensa fora da bolha ou pensa diferente de você e maior marginalização (aka cancelamento) com quem pensa diferente da manada.
- Mais divisão social por meio de narrativas fabricadas e inorgânicas. (Dividir e Conquistar que chama, né?...)
- Censura e mais censura nas plataformas.
E tudo isso disfarçado de uma linda e bela fantasia de luta pelo bem estar social e democrático.

Eu insisto e bato nessa tecla diariamente: seja você de esquerda ou de direita (pare de jogar esse jogo por favor), branco ou preto, gay ou hetero, homem ou mulher, corinthiano ou palmeirense.... todos estamos no mesmo barco quando se trata do esforço real que a elite socio-economica (você ja ta sabendo que é o dinheiro que manda no mundo né?) faz para manter as massas (nós) brigando entre si e num constante estado de distração e involução espiritual/mental.

Nós ja vivemos numa corporatocracia\* travestida de democracia, e agora diante dos nossos narizes um desdobramento criminoso e autoritário da corporatocracia está lentamente se impondo (há anos) e logo seremos totalmente escravos da inteligencia artificial e do poder que ela terá de nos manter submissos as autoridades.
Simplificando:
Hoje, nós somos o produto, porém ainda temos certo nível de autonomia individual.
Amanhã, continuaremos sendo o produto, porém com uma vida muito mais controlada e a mercê de autoridades e de checadores da verdade ligados a essas autoridades, com consequencias caso não compactuemos com a ''bolha''. Nossa vida 100% rastreada.
Demonstração de como é o sistema de ''Score'' que ja está sendo usado em um ou alguns lugares na China. https://youtu.be/0cGB8dCDf3c
(*Corporocracia ou corporatocracia, ou ainda "governo das grandes empresas", é a denominação de um governo presumível em que o poder seria transferido do Estado (ou seja, de exercido em nome do povo) para o controle por empresas privadas.)

Time Magazine: The Great Reset https://time.com/collection/great-reset/
WORLD ECONOMIC FORUM: The Great Reset https://www.weforum.org/great-reset/
Projeto ID2020: https://id2020.org/
EVENTO 201, realizado em outubro de 2019 em Nova York, simulando um cenário de pandemia global e como os lideres globais deveriam se portar durante o processo: https://www.centerforhealthsecurity.org/event201/about
https://www.centerforhealthsecurity.org/event201/videos.html


Você acha que a elite global estava de braços cruzados ESPERANDO UMA OPORTUNIDADE ou voce acredita que eles mesmos tenham criado a oportunidade e pré-planejado a pandemia de 2020, que é o álibi perfeito para a implantação do Great Reset?
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2020.10.16 00:36 DIOgenes_123 Os Feitos de Thomas Sankara

  1. Ele vacinou 2,5 milhões de crianças contra meningite, febre amarela e sarampo em questão de semanas
  2. Ele iniciou uma campanha nacional de alfabetização, aumentando a taxa de alfabetização de 13% em 1983 para 73% em 1987.
  3. Ele plantou mais de 10 milhões de árvores para prevenir a desertificação
  4. ⁠ Ele construiu estradas e uma ferrovia para unir a nação, sem ajuda estrangeira
  5. ⁠ Ele nomeou mulheres para altos cargos governamentais, encorajou-as a trabalhar, recrutou-as para o serviço militar e concedeu licença-gravidez durante os estudos
    1. ⁠ Ele proibiu a mutilação genital feminina, os casamentos forçados e a poligamia em apoio aos direitos das mulheres
    2. ⁠Ele vendeu a frota do governo de carros Mercedes e fez do Renault 5 (o carro mais barato vendido em Burkina Faso na época) o carro de serviço oficial dos ministros.
    3. ⁠Reduziu os salários de todos os servidores públicos, inclusive os seus, e proibiu o uso de motoristas do governo e passagens aéreas de 1ª classe.
    4. Ele redistribuiu as terras dos proprietários feudais e as deu diretamente aos camponeses. A produção de trigo aumentou em três anos de 1.700 kg por hectare para 3.800 kg por hectare, tornando o país autossuficiente em alimentos
    E de novo 10. Ele se opôs à ajuda externa, dizendo que “quem te alimenta, te controla”. 11. Ele falou em fóruns como a Organização da Unidade Africana contra a penetração neocolonialista contínua da África através do comércio e finanças ocidentais. 12. Ele apelou a uma frente única das nações africanas para repudiar a sua dívida externa. Ele argumentou que os pobres e explorados não tinham a obrigação de devolver dinheiro aos ricos e exploradores. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país). 13. Ele forçou os funcionários públicos a pagar o salário de um mês para projetos públicos.) 14. Ele se recusou a usar o ar condicionado em seu escritório, alegando que tal luxo só estava disponível para um punhado de burkinabes 15. Como presidente, ele reduziu seu salário para US $ 450 por mês e limitou seus bens a um carro, quatro bicicletas, três guitarras, uma geladeira e um freezer quebrado 16. Ele próprio um motociclista, ele formou uma guarda pessoal de motociclistas só para mulheres. 17. Ele exigia que os funcionários públicos vestissem uma túnica tradicional, tecida com algodão burkinabe e costurada por artesãos burquinenses. (A razão é se apoiar na indústria e identidade locais, em vez da indústria e identidade estrangeiras) 18. Quando questionado por que ele não queria que seu retrato fosse pendurado em lugares públicos, como era a norma para outros líderes africanos, Sankara respondeu: "Há sete milhões de Thomas Sankaras." 19. Um guitarrista talentoso, ele escreveu o novo hino nacional sozinho 20. Ele renomeou seu país do depreciativo "Alto volta" para "Burkina Faso, a terra de homens íntegros" 21. Sua política externa estava centrada no anti-imperialismo, com seu governo evitando toda ajuda externa, pressionando por uma redução da dívida, nacionalizando todas as terras e riquezas minerais e evitando o poder e a influência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. 22. A administração de Sankara foi o primeiro governo africano a reconhecer publicamente a epidemia de AIDS como uma grande ameaça à África 23. Projetos de infraestrutura e habitação em grande escala também foram realizados. Fábricas de tijolos foram criadas para ajudar a construir casas em um esforço para acabar com as favelas urbanas 24. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país)
    Ele liderou um dos programas mais ambiciosos de reformas radicais já vistos na África. Ele procurou reverter fundamentalmente as desigualdades sociais estruturais herdadas da ordem colonial francesa.
    Essas desigualdades deixaram uma maioria de marginalizados, principalmente rurais, pobres e mulheres, na base da sociedade, muitas vezes sob a exploração de uma minoria de burocratas, empresários, militares e chefes tradicionais. Sankara concentrou os recursos limitados do estado na maioria marginalizada do campo. Quando a maioria dos países africanos dependia de alimentos importados e assistência externa para o desenvolvimento, Sankara defendeu a produção local e o consumo de produtos feitos localmente. Ele acreditava firmemente que era possível para os burquinenses, com muito trabalho e mobilização social coletiva, resolver seus problemas: principalmente a escassez de alimentos e água potável. No Burkina de Sankara, ninguém estava acima do trabalho agrícola ou das estradas de cascalho - nem mesmo o presidente, ministros do governo ou oficiais do exército. A educação intelectual e cívica foi sistematicamente integrada ao treinamento militar e os soldados foram obrigados a trabalhar em projetos de desenvolvimento da comunidade local.
    De acordo com Ernest Harsch, autor de uma biografia recente de Sankara, Burkinabe construiu pela primeira vez dezenas de escolas, centros de saúde, reservatórios de água e quase 100 km de ferrovia, com pouca ou nenhuma ajuda externa. A produção total de cereais aumentou 75% entre 1983 e 1986. Em 1984, seu governo, desafiando o ceticismo das agências doadoras, organizou a vacinação de 2 milhões de crianças em pouco mais de duas semanas. Ele também defendeu a preservação ambiental com campanhas de plantio de árvores e projetos de verde.
    Seu estilo informal de liderança estava em uma categoria própria. Harsch cita um ex-assessor que descreve Sankara como “um idealista, exigente, rigoroso, um organizador”. Essa disciplina e seriedade começaram com ele mesmo. Ele havia sido o primeiro entre os principais líderes a declarar voluntariamente seus modestos bens e entregar ao tesouro dinheiro e presentes recebidos durante as viagens. Harsch cita familiares que disseram que Sankara disse a eles para não esperar nenhum benefício dele porque ele é o presidente. Na verdade, na época de sua morte, seus filhos frequentavam a mesma escola pública, sua esposa estava subordinada ao mesmo emprego de funcionário público e seus pais moravam na mesma casa.
    Sankara desdenhou a pompa formal e baniu qualquer culto à sua personalidade. Ele podia ser visto casualmente andando pelas ruas, correndo ou deslizando visivelmente no meio da multidão em um evento público. Ele era um orador entusiasmado que falava com franqueza e clareza incomuns e não hesitava em admitir erros publicamente, castigar camaradas ou expressar objeções morais a chefes de nações poderosas, mesmo que isso o colocasse em perigo. Por exemplo, ele criticou o presidente francês François Mitterand durante um jantar oficial por receber o líder do Apartheid na África do Sul.
    Livros de Sankara:
    Somos os herdeiros da revolução mundial
    A libertação das mulheres e a luta pela liberdade africana
    Thomas Sankara fala
    Uma citação do livro - "Nosso país produz o suficiente para alimentar todos nós. Infelizmente, por falta de organização, somos forçados a implorar por ajuda alimentar. É essa ajuda que instila em nossos espíritos a atitude de mendigos." -Thomas Sankara
    “A revolução e a libertação das mulheres caminham juntas. Não falamos da emancipação das mulheres como um ato de caridade ou por causa de uma onda de compaixão humana. É uma necessidade básica para o triunfo da revolução. As mulheres sustentam a outra metade da céu. "- Thomas Sankara.
    Sankara é frequentemente referido como "Che Guevara da África". Sankara fez um discurso marcando e homenageando o 20º aniversário da execução de Che Guevara em 9 de outubro de 1967, uma semana antes de seu próprio assassinato em 15 de outubro de 1987
tradução deste comentário no communism
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2020.10.14 02:49 Krahmukoslovisk Porque não sou feliz?? *aviso de texto enorme*

Sempre que começo a estabilizar ou estagnar sempre me surge um sentimento cruel, de que eu estou preso a algo ruim, que ficarei pra trás. Tenho um desejo incontrolado de sair e começar tudo do zero. Porém quando estou em um lugar novo sinto falta do conforto e do carinho, me fazendo querer desistir. Hoje estou fazendo mestrado, trabalhando em uma ótima clinica e mesmo assim sinto um vazio no peito, uma dor e uma angustia, seriam esses os sintomas tardios do termino? Da realização de um “fim”. Pois é, em 2017 voltando do meu intercambio dos estados unidos eu tive um relacionamento rápido coisa de 3 meses, terminei e pra mim foi tudo bem, não havia história e não havia amor verdadeiro. Alguns meses depois me veio a ruiva mais linda que eu já vi (apesar de não ser ruiva natural caia muito bem nela, e nem se podia notar), eu me apaixonei na hora, mas pensei “não sou cara pra namorar, não consigo me conectar’. Eu não podia estar mais enganado. Os primeiros meses foram difíceis, ela havia terminado um relacionamento que não tinha superado, não queria se envolver, muito menos eu, afinal estava na faculdade e queria curtir tudo na mais absoluta esbornia. Porém o cheiro, o carinho e aquele sorriso me quebrou de uma forma tão intensa que eu não quis acreditar, foram períodos de muita felicidade até o momento que tudo virou de cabeça pra baixo, terminamos pois estávamos muito estranhos e eu não entendi muito bem mas não tive objeção, só que algo não estava certo pra mim eu não conseguia esquecer ela.
Fui atrás e descobri da boca dela uma traição, e que ela estava sendo coagida, foi agredida e teve que sair de onde morava por causa do sujeito. Foi o momento 1 da minha mudança, pois sempre fui um cara que abominou traição e quando a pessoa trai uma vez vai trair de novo, só que eu não consegui, não consegui olha pra ela e dizer que não queria olhar pra ela nunca mais, porque eu queria ela do meu lado, então, foi quando eu deixei ela morar comigo, dividir a casa com quem me traiu e quebrou minha confiança, chorava toda noite, porém não conseguia mandar ela embora não estava certo pra mim, e que apesar do que ela fez pra mim, o que fizeram com ela foi pior, voltaram as amigas dela contra ela, as próprias meninas de republica não ajudaram ela nem mesmo na parte da agressão. Eu resolvi dar mais uma chance pra ela e ó Deus daria mais umas 20, porque depois disso não tive o que reclamar, sempre atenciosa, se preocupava comigo, fez questão de conquistar minha confiança pouco a pouco até eu pensar em casar com ela, porém veio o ponto da virada numero 2.
Final da minha faculdade estava passando por problemas com os professores, a ponto de quase ter que ir no ministério publico para resolver um conflito, meu TCC estava um caco e eu estava a um pingo de ser reprovado no meu ultimo semestre, e isso é claro refletiu no relacionamento, brigávamos sempre pois estava apático a tudo, só conseguia comer e jogar, ela (com toda razão) se sentia abandonada, e eu não sabia se queria continuar namorando pois tudo na minha vida estava triste. Terminamos novamente, me consultei com um psiquiatra que me passou medicações e tirei um tempo para ficar em casa, tive crises de pânico, mas quando as medicações começaram a fazer efeito eu consegui fazer tudo, e ela, mesmo depois de ter terminado continuou ao meu lado, me ajudando e segurando minha onda diversas vezes, e no final eu percebi que estava em um momento horrível e pedi para voltar, voltamos. Então se inicia 2019 (teve um salto grande eu sei) quando sai da cidade onde fazíamos faculdade e fui para vila velha e ela ficou lá, novamente as coisas começaram a ficar estranhas, ela é a definição de paixão pra mim, intensa, sem medo, faz o que o coração manda e passar por cima de tudo para fazer o que acha certo, e eu não, sou acomodado e fico sempre a mercê do que os outros fazem ou deixam eu fazer, sou passivo nas atitudes. A distancia era grande, eu tinha uma rotina pesada e não tinha tempo de conversar por mensagem, estava muito dedicado ao meu estagio e ela precisava de mim, precisava conversar e precisava do namorado dela ali do lado dela, então brigávamos constantemente, então novamente outro termino. Só que dessa vez fui tão cego que não vi o que ela estava passando, os problemas que tive de final de faculdade ela também teve, e eu egoísta que sou, não soube ver isso, e quando me toquei do que havia feito, tentei de alguma forma ajudar, mas ela não me atendia, e quando a gente se falava ela só sabia chorar, e eu tapado que sou não sabia o que fazer e como agir.
Então começa o ponto de virada 3, terminei o meu estagio, voltei pra casa e arrumei um emprego em um consultório veterinário perto de casa(interior do ES divisa com o RJ), e ela voltou pra cidade dela Pedro canário (norte do ES, divisa com a Bahia) estávamos terminados porem anos antes compramos um congresso de veterinária juntos e ela disse que mesmo que terminássemos ela ia disponibilizar a casa (o pai dela mora em Curitiba) dela para eu ficar. Foi chegando a data de ir e eu não sabia se aquilo estava valendo ou não, então quando menos esperava, depois de semanas sem se falar ela pergunta quando que vou, eu que nem tinha preparado nada, entrei em choque e comecei a ver data de voo, e na minha cabeça pensava “vou conquistar essa mulher de novo”, e como já dizia Rubel “se for preciso eu pego um barco e eu remo por 6 como peixe pra te ver”, ela ama Rubel. E fui, eu nunca tinha sido recebido tão friamente, era simplesmente era apática a tudo que era relacionado a mim, eu pensei “não vai dar” e já fui baixando a expectativa mas não desisti, e então em um belo dia a noite em casa, a gente ficou entre choros de saudade e tristeza, amor e ódio. Mais uma vez resolvemos tentar, sempre claro corrigir os erros do passado, para não se repetir. Ela fez comigo um teste de perseverança pois estava devastada com o que fiz com ela (deixar ela sozinha no fim da faculdade segurando uma barra desgraçada) Eu arrumei um estagio para ela numa indústria de laticínios na minha cidade e ela foi pra lá. Eu percebia que ela era muito grossa e sempre discutia por coisas bestas, eu sabia que era pra me testar, segui firme. Próximo do estagio acabar, meus pais (que aliás achavam que estávamos separados, na verdade só fingiam) perguntavam quando ela ia embora, e eu não sabia como tocar nesse assunto porque eu também não queria que ela fosse, queria ficar com ela, mas então em janeiro de 2020 ela foi embora, para Curitiba na casa do pai dela. E pra minha sorte o que houve em 2020? Pandemia, comércios fechados, aeroportos fechados, caos no mundo, e a única forma da gente estar junto e por whatsapp, e quem é o insensível que não consegue ser atencioso a distância? Eu mesmo e assim levamos por alguns meses, planejando nos ver em pleno a pandemia, mas eu não tinha dinheiro, recebia muito mal (menos que um salário mínimo) e pra ir ver ela teria que pegar dinheiro com meus pais, que com certeza não me emprestariam, então era sempre uma decepção porque ela sempre vinha com promoções de voos e formas da gente se ver, e eu sempre realista quanto a nossa situação, foi então que em junho desse ano ela me ligou terminando tudo.
Aceitei, foi uma conversa ate que longa, ficou muito claro nossos motivos, mas o principal foi a distância (eu não consigo ser eu mesmo por mensagem, não sei o que acontece, no dia eu só vou fazendo as coisas e depois que me toco de ver celular mas as vezes já e tarde). No mesmo mês fiz minha inscrição no mestrado em Vila Velha aonde havia estagiado meses antes, acabei passando, não recebo bolsa, e estou tendo que trabalhar para pagar o mestrado e as contas (quase 2500 reais no mês) até ter uma bolsa, se houver ela. Mês de setembro fiz plantão todos os finais de semana e terças-feiras, de segunda a sexta estava na rotina do Hospital para aprender a fazer coisas novas em anestesia e a noite aula. Foi um mês desgraçado, mas foi um mês que não senti falta dela, ai nesse ultimo feriado, alguns amigos me chamaram para ir para a praia em Guarapari (cidade próxima) pra gente da uma curtida, então eu fui, e realmente me diverti muito, e no domingo eu acabei ficando com a amiga da namorada de um amigo meu (complicado mas acho que deu pra entender) e nesse momento, meus amigos, só me vinha uma coisa na cabeça, a Ruiva. Eu só dei uns beijos nela e nada demais aconteceu mas no outro dia eu fui embora, porque não estava me sentindo bem com a situação, cheguei em casa triste, com uma dor no peito enorme, e acabei mandando mensagem para ela, conversamos de boa, falamos como estavam as coisas e então vem o momento da virada 4, a Ruiva, conversando com umas pessoas arrumou um emprego numa cidade pequena aqui no espirito santo, e essa cidade meus amigos, é 70 km de onde eu moro, e agora eu não consigo trabalhar, comer, estudar e nem fazer nada, só penso em ir lá e chegar dizendo que vim remando por 6 meses e só pude chegar agora. Porém meu medo é eu ser a pessoa que nunca está feliz, que quando está bom quer mudar e quando muda sente falta do conforto. Inegavelmente eu a amo, e ela me ama também (foi dito isso na conversa) mas tanto ela quanto eu sabemos que amor nunca segurou e nunca vai segurar relacionamento, fico me perguntando, com a possibilidade de ir vê-la a cada 15 dias e trabalhando pra me sustentar, podendo fazer planos de vida, se daria certo. Antes vivíamos em momentos diferentes, mas agora estamos vivendo no mesmo momento, trabalhando e sendo adultos que moram fora de casa. Meu coração e meu corpo doem de medo de ignorar o que todas as fibras dizem que é ir ver ela esse final de semana, mas ao mesmo tempo morro de medo de estar sendo o maior egoísta desse mundo e me deixar levar por esse sentimento e acabar descobrindo que não consigo mudar e que não da mesmo para estarmos juntos. Nunca fui muito religioso, mas já rezei para Deus para ter sucesso, para ter dinheiro pra pagar minhas contas, agora peço que ignore tudo e me uma luz para onde seguir.
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2020.10.11 04:49 BUDABICHO Estou ficando obcecado pela solidão

Tenho 30 anos e há 4 anos estou sistematicamente cultivando uma vida mais solitária. Comecei me afastando dos meus amigos, depois troquei namoro por sexo casual e lentamente me afastei dos meus pais, irmãos e parentes. Me mudei para um bairro onde não conheço ninguém, e tudo isso me faz muito bem. Estou me preparando para me mudar para outro estado nos próximos meses (se o mundo não acabar) , e só pretendo levar grana, uma mochila e meu gato. Meu passado foi bem diferente, mas a essa altura da minha vida sinto uma necessidade constante de estar só, abandonado e longe de outras pessoas. Pretendo fazer terapia por mais 3 meses para me preparar para mudar de estado, e espero não acumular nada, não ter conforto, não ter uma linda casa, nem uma namorada, nem amigos. Vivo com esse pensamento "fique completamente sozinho" há 4 anos, mas a cada dia que passa me torno mais radical, nos últimos dias tive um rompimento com minha avó e minha mãe, e apesar de agora eu só ter 1 única pessoa que considero 'família', nunca me senti tão livre, e me sentir livre é melhor que me sentir amado.
Só tenho medo de ficar doido, pois sei que a falta de contato social cause sérios problemas na cabeça. Isolamento? Lockdown? Covid? Deus me perdoe, mas espero que durem pra sempre. Antes da pandemia eu estava perdido, desesperado e me sentindo um fracassado. Faz meses que estamos presos e fazia anos que não me sentia tão bem. Espero que em breve eu consiga ir para o meio do nada ficar sozinho, não quero nenhum ser humano em 50km de distância. Isso pode parecer absurdo, mas não consigo ver outro futuro para mim que não seja uma vida cada vez mais só. Às vezes eu acho que vou morrer, e alguns problemas muitos sérios seriam resolvidos se eu tivesse ao menos um conhecido por perto. Tenho problemas muito sérios na minha rotina que seriam resolvidos se eu tivesse ao menos um conhecido por perto. Meu gato já ficou com fome porque eu não tinha 3 reais para completar uma passagem para ir buscar um saco de ração, coisas como essa me deixam puto, mas o que a solidão me trás de positivo é incomparável. Sabe aquele sentimento de excitação que a gente tem quando está passeando sozinho por uma cidade desconhecida? Uma espécie de 'safadeza', de malandragem, um sentimento de 'agora eu posso ser a pessoa bacana que eu sempre quis ser"? Tenho esse sentimento todos os dias, e ele vem da total falta de expectativas sobre mim. Ninguém espera nada de mim e por isso não preciso repetir todos os dias a mesma postura. Esse sentimento de frescor dura 4 anos e espero que dure para sempre.
Espero que minha reclusão não me mate antes de arrumar uma namorada. Para matar a minha 'fome' geralmente recorro ao sexo casual(gay), homens gays são muito práticos. Mas tenho um desejo enorme de ter uma relação mais profunda com uma mulher, pois quando tive essa oportunidade eu joguei fora, e agora há pouca ou nenhuma possibilidade de me aproximar de uma mulher. Ainda não conheci esse sentimento gostoso de ter uma mulher do meu lado (homens já tive vários), e com 30 anos sou um homem inexperiente com mulheres. Já tive a chance de amar um homem, e sou grato por isso.
Sinto que em breve vou alcançar a paz que busco, ela parece estar bem ali, virando a esquina. Se algum dia você estiver de férias no meio do mato e aparecer um doidão faminto correndo pelado e falando sozinho, provavelmente serei eu. Sou bonzinho e não machuco ninguém, por favor me cumprimente. Não sofram por estarem sós, sofram por estarem rodeados de pessoas.
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2020.10.07 06:01 contadescartavel12 vale a pena?

[aviso de textão]
Primeiramente boa noite a todos que se dispuseram a ler. Prazer, sou um rapaz de 20 anos que já perdeu o amor na vida a muito tempo.
Talvez eu tenha depressão desde os 13 anos ou antes, depois de tanto tempo já deixei de sentir tristeza profunda, agora todos os meus dias são só vazios e sem esperança. Durante a minha adolescência o que me mantinha de pé era me embriagar até desmaiar e um tempo mais tarde foi os alucinógenos que me davam alguma alegria, nunca fui viciado em nada disso, mas nunca fiz um uso consciente tanto do álcool quanto do LSD. A única certeza que eu tinha é que eu tinha que morrer antes dos 18, fui fraco, não foi por medo nem nada, eu sou ateu desde que me entendo por gente então a única coisa que eu tenho certeza na vida é que o suicídio é a porta de saída de toda essa merda, porém não o fiz, ainda não entendi o motivo disso.
Não sei como nem o porquê deixei eu chegar nesse estado em que me encontro, hoje me sinto mais sozinho que nunca, não existe ninguém nesse mundo em quem eu possa me apoiar, dai vem o questionamento do título: vale a pena viver uma vida sem esperança, sonhos e alegria?
Sobre família:
Durante muito tempo senti muito ódio dos meus pais e parentes, odeio eles com todas as minhas forças, mas hoje é mais um sentimento de desprezo. Meu pai foi ausente toda a minha vida, ele aparecia uma vez por semana completamente por obrigação social e para mostrar pros outros que ele ainda tinha o mínimo de ombridade, então ele sempre foi um nada pra mim. Minha mãe me teve de uma gravidez acidental e imagino eu ela tem na cabeça dela que eu tirei os anos de ouro da vida dela, então ela me odeia e o sentimento é recíproco. Nunca houve nada muito grave para odiar eles, mas mesmo assim tenho meus motivos e acho que não cabe aqui me apegar a muitos detalhes.
Sobre amigos:
Durante a escola eu sempre fui muito comunicativo com as pessoas, pelo menos na minha visão acredito que se perguntarem para qualquer colega das escolas que estudei vão falar que sou uma pessoa muito engraçada e legal de conversar, mesmo sendo essa pessoa agradável acho que posso ser considerado o "invisível". Eu acredito piamente que as pessoas gostavam de mim, mas ninguém lembrava de mim, sempre me convidavam por dó para fazer as coisas ou sair com os outros, nunca fiz parte de um grupo, sempre fui o excluído mesmo quanto tentava me enturmar mais. Eu podia conversar todo dia o dia todo com a pessoa e mesmo assim fora da escola eu nunca era mais que um colega. Hoje posso dizer que me restaram 2 "colegas" que não posso afirmar que continuaram a lembrarem de mim por muito tempo.
Sobre relacionamentos:
Já adianto que não estou nem perto do padrão de beleza, sou só uma pessoa nada demais. Nunca namorei nem mesmo fiquei serio com alguém, já fiquei com algumas meninas mas na muito além disso. Talvez eu possa ser considerado demissexual, mas não tenho certeza disso, por não me interessar por sexo e buscar a mulher certa para amar e ser amado, sempre fui chamado de "viado", o que fez um estrago muito grande na minha cabeça e na época me fazia perder completamente minha autoestima.
Nessa época no meio de tudo isso passando pela minha cabeça fui usado por uma menina que queria fazer vingança pro ex namorado dela que era um dos meus melhores amigos (só pra esclarecer, ela armou tudo, esperou eu ter bebido uma garrafa toda de destilado para poder ficar comigo e ter alguma prova pra esfregar na cara do ex dela. Ela fez isso com pelo menos mais 3 pessoas.). O resultado disso foi eu recebendo chantagem psicológica por alguns meses enquanto eu tinha que abaixar a cabeça pra essa pessoa. Isso mexeu muito comigo na época, eu sentia muita culpa e nojo de mim mesmo.
No mesmo ano que isso aconteceu eu me apaixonei por uma colega de classe do cursinho, ela me tirou completamente do fundo do posso que eu estava. Nós andávamos juntos o tempo todo, almoçamos juntos, assistíamos aulas juntos, enfim, eramos muito ligados. Chegou um ponto que todo dia vinha alguém perguntar pra mim se a gente estava namorando, eu não tinha nem ficado com ela, estava criando coragem e estava conseguindo superar os traumas do passado para pedir pra ficar com ela. Bom, depois de uma sexta-feira em que foi o dia perfeito de nós dois juntos decidi que segunda sem falta iria tomar coragem e pedir para ficar com ela. No grande dia, ela chaga na sala de aula, dou bom dia e ela senta bem longe de mim, depois desse dia nunca mais ouvi a voz dela. Toda vez que me aproximava ela fingia mexer no celular, se eu perguntava alguma coisa ela fingia que não ouvia, me senti mais uma vez um invisível. Imagine uma pessoa que você gosta e considera muito de um dia para o outro começar a te ignorar, chegou ao ponto de eu sentar na frente dela e dizer exatamente essas palavras "[nome], eu te fiz alguma coisa? Você tá estranha comigo esses dias, eu não sei se eu te chateei com alguma coisa, mas me desculpa do fundo do coração, conversa comigo o que aconteceu que eu prometo que vou consertar." bom ela só abaixou a cabeça e fingiu mexer no celular bloqueado enquanto eu falava e dizia que tava tudo normal e que ela não sabia do que eu tava falando.
Depois disso a vida voltou a não ter brilho de novo, fiquei os últimos meses do cursinho sentado no meu canto sem falar praticamente com ninguém,esse ano passei numa faculdade que vou ter que dar o que não tenho por 6 anos para me formar. Agora só preciso esperar a pandemia acabar para começar a faculdade, ou seja estou a quase um ano dentro de casa esperando e pensando muito sobre a vida... eu sei que tem gente com muito mais problema que eu, mas eu cheguei a conclusão que não vale mais a pena... acho que meu eu de 5 anos a traz tinha toda a razão...
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2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.25 19:35 ssantorini Guia para dummies de como obter e manter o poder ditadorial (Parte 1)

Muita gente irá pedir fontes do que irei descrever aqui. Não é possível citá-las, porque o que descreverei se baseia em senso comum obtido a partir de vários locais. Mas para dar uma situada em quem quiser se aprofundar mais, enumerarei as principais inspirações para o que tentarei descrever aqui:
- O Príncipe, de Maquiavel
- A história de Roma, principalmente a de Júlio César e suas imitações fictícias, como a de Palpatine.
- O "Princípio de Pareto", 1984, Espírito das Leis de Montesquieu, A Sociedade Aberta e Seus Inimigos de Karl Popper.
PRINCÍPIOS BÁSICOS
1- Ninguém é capaz de controlar a mente alheia igual o Professor Xavier, logo é necessário APOIO de terceiros para conseguir obter e manter o poder. Nenhum poder é exercido do nada ou surge do vácuo, ele só existe devido ao APOIO que o governante tem da maioria ou dos grupos que, embora não sejam a maioria numérica, são os mais fortes militarmente.
2- Não é necessário controlar TODAS AS PESSOAS para se obter e manter o poder. A imensa maioria da população é completamente alheia a esse processo e não se importa com quem manda, desde que elas tenham alguns direitos essenciais não violados (vida, posse da maioria dos frutos do seu trabalho e integridade da sua família). Apenas uma minoria se importa e dedica tempo + recursos para influenciar o governo e tentar obter uma fatia do poder. É apenas com essa minoria que o aspirante a ditador deve se preocupar na maior parte do tempo. Somente essa minoria precisa ser ativamente cooptada OU suprimida. Somente essa minoria precisa ser vigiada de perto.
Exemplos: Princípio de Pareto (80/20), 1984 (apenas as classes médias-altas são vigiadas pelas teletelas) e Maquiavel ("a maioria dos homens vive sossegada se não mexem com sua propriedade ou mulheres. O príncipe que não se faz odiado ou desprezado só precisa cuidar da ambição de poucos") e Luis XIV (manteve os nobres perto de si para vigiá-los).
Um outro exemplo são os fóruns de internet: 90% dos problemas com a moderação são causados por menos de 10% dos usuários.
3- O que garante o poder em última instância é a FORÇA MILITAR. Mas mesmo uma força militar formidável se esgotaria se precisasse lutar 24/7 para defender o ditador. Além disso, não é possível gozar as vantagens do poder se for necessário matar a maioria dos governados para mantê-lo. E ainda mais: a paciência, lealdade e disposição desses militares para defender o ditador não é infinita. Logo, é necessário que o ditador tenha algum nível mínimo de aceitação da maioria dos governados para que não surja o tempo todo inimigos que precisem ser combatidos. Essa aceitação recebe o nome de LEGITIMIDADE.
4- A legitimidade pode ser obtida de 4 fontes diferentes:
A- Religião: o grupo que controla a religião (clero) estabelece o ditador como um governante indicado pelos deuses, ou como ele próprio um deus ou filho de deuses. Vantagens: deixa o governante praticamente intocável Desvantagens: deixa o clero poderoso demais e não é aplicável em uma sociedade com pluralismo religioso.
Uma forma perfeita de usar esse instrumento seria o próprio ditador ser ao mesmo tempo o clérigo supremo, como ocorreu em Roma no início do Império. Isso eliminaria o problema do clero poderoso, porém o perigo representado pelo pluralismo religioso persistiria.
B- Tradição: ela provém de algum "mito fundador" do estado, nação ou tribo que dá a uma determinada linhagem familiar ou a algum vencedor em determinada competição tradicional o direito de governar. O aspirante a ditador necessitaria forjar um parentesco com a linhagem governante (caso já não seja desta) através de papéis falsificados, divulgação calculada de fake news ou casando-se com algum membro desta família. Se o método de escolha for alguma competição, fica mais difícil, exceto se o aspirante a ditador conseguir trapaceá-la de algum modo.
Vantagens: as mesmas da religião, porém em uma versão bem mais enfraquecida.
Desvantagens: a tradição tende a criar uma "nobreza", e esta costuma ter aspirações ao poder.
C- Ideologia: ela provém de um conjunto de idéias, princípios, crenças ou aspirações sobre a economia, sociedade, cultura ou mesmo religião. O ditador é visto como um "revolucionário" que está tentando implementar o que a ideologia determina como bom ou necessário, ou então é visto como um "defensor" do status quo e das "coisas boas" atuais contra alguma ameaça perigosa, seja interna (revolucionária) ou externa.
Vantagens: é aplicável a uma sociedade com pluralismo religioso ou cultural e combina bem com o cientificismo pós-iluminista, dado que não exige crenças sobrenaturais ou a idéia de nobreza hereditária.
Desvantagens: É necessário manter um clima de "revolução permanente", ou seja, os objetivos propostos pela ideologia não podem ser todos concretizados mesmo que fossem possíveis, pois isso eliminaria a justificativa para o ditador permanecer no poder. Essa justificativa ideológica tende a perder força com o passar do tempo, com o aumento gradativo do ceticismo da população em relação à mesma. Chegará um tempo em que o ditador (ou seus sucessores) precisará fazer duas coisas pra TENTAR manter o poder: conceder generosas regalias aos militares e isolar completamente a população da influência de idéias contrárias ao regime. Se essas duas coisas não forem feitas, o regime tende a acabar de forma natural.
D- Popularidade: ela provém da aprovação (real ou imaginária) que o ditador tem da maioria da população. Ele está no poder porque essa é, supostamente, a vontade da população.
Nesse caso, ele terá que COMPRAR a população com várias "bondades". A massa mais pobre do povo irá receber "presentes" do governo em forma de comida, itens diversos, entretenimento ou serviços quaisquer. As camadas médias recebem emprego e segurança (que deve ser melhor do que a oferecida pela concorrência, seja esta outro ditador ou a democracia) e a elite recebe favores econômicos diversos.
Comprando a população, o ditador irá criar alguma mini-ideologia que justifique sua posição (a mais comum e efetiva é a de "defender" o país ou o povo contra determinados inimigos ou problemas), controlar o fluxo de informações na imprensa, promover a sua imagem e, após assegurado isso, promover simulacros de eleições para "confirmarem" que ele é o governante desejado pela população.
Vantagens: não possui nenhuma vantagem, exceto o fato de às vezes ser a única opção disponível dada a conjuntura sociocultural do país.

Desvantagens: é muito caro pra ser mantido. Na ausência de qualquer razão para a sua posição além da popularidade, ele deve estar o tempo todo concedendo "bondades" ao povo para manter o seu apoio, e isso sai caro, podendo arruinar o país no longo prazo. Essa estratégia não é duradoura e dificilmente esse ditador consegue fazer sucessor, isso se conseguir governar até a morte. Popularidade sozinha é algo fugaz e mutável, o ditador é visto como uma pessoa comum (portanto tocável) e em qualquer vacilo ele pode ser morto.

Escreverei mais sobre esse assunto futuramente, talvez.
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2020.09.14 20:25 Des777soc O stalinismo nunca apoiou nenhuma revolução; as boicotou (I)

Vi, em um debate recente, uma viúva de Stálin afirmar que as revoluções e implantações de estados operários em várias partes do mundo foi fruto da política do “socialismo em um só país” aplicada pela União Soviética a partir de meados da década de 1920. O debatedor encheu os pulmões para louvar o stalinismo, atribuindo à burocracia soviética os processos de libertação nacional e independência dos países coloniais e de governo operário no leste europeu, China, Coreia, Vietnã, Cuba…
Essa, no entanto, não é uma análise científica. O que realmente aconteceu foi muito diferente do propagado pelos stalinistas.
A teoria do “socialismo em um só país” foi desenvolvida em um momento no qual a burocracia stalinista havia tomado conta do Partido Bolchevique após a morte de Lênin com o único objetivo de se encastelar no Crêmlin e proteger-se de quaisquer turbulências. Foi uma desculpa para trair a tradição internacionalista fundada por Marx e Engels de promover a revolução mundial, afirmando que a URSS, após a guerra civil e as derrotas das revoluções pós-Revolução Russa, não tinha condições de levar adiante a organização do proletariado internacional para a tomada do poder.
O verdadeiro motivo era que, caso ocorressem revoluções em outras partes, essas transformações dariam um ímpeto à própria classe operária soviética, que já havia passado pela experiência revolucionária menos de dez anos antes, e esta se movimentaria novamente para reaver a política de 1917, desvirtuada e traída pela burocracia. Para recuperar a organização independente nos sindicatos – domesticados pela mão de ferro do estado operário degenerado -, os direitos conquistados após a revolução e que depois foram sendo retirados por Stálin – como o direito das mulheres ao aborto – e, finalmente, para retomar para si o poder do Estado, derrubando a casta burocrática que parasitava o aparelho partidário e estatal.
A burocracia – como qualquer burocracia reacionária – tremia só de pensar em perder os seus privilégios adquiridos à custa da classe trabalhadora.
Foi assim que, já em 1926, diante de uma greve geral de características revolucionárias na Inglaterra, a política externa stalinista tratou de conter o movimento operário inglês ao ficar à reboque dos sindicalistas social-democratas no Comitê Anglo-Russo, que traíram a greve e acabaram com ela. No ano seguinte, foi a vez de uma experiência ainda mais catastrófica na China, quando a aliança com o já reacionário Kuomintang levou o Partido Comunista a uma derrota avassaladora e a um banho de sangue dos operários que se ergueram em Xangai, desorganizando completamente o movimento popular chinês pela repressão do Kuomintang.
Após essas fatídicas derrotas, o stalinismo e a III Internacional controlada por ele implementaram um giro de 180 graus, indo da direita para o ultra-esquerdismo. Na Alemanha, por exemplo, os comunistas se recusaram a fazer uma frente única com a social-democracia contra a ascensão de Hitler e na França chegaram a apoiar ações fascistas contra a mesma social-democracia. Era a política do “Terceiro Período”, que pregava o “social-fascismo”, afirmando que não se poderia mais fazer alianças com os reformistas (mesmo eles sendo majoritários no movimento operário), porque eram o braço esquerdo do fascismo. Imaginavam, ademais, que seria até bom a subida ao poder dos fascistas, porque estes desestabilizariam a tal ponto o regime político burguês que enfraqueceriam a burguesia e, sendo eles próprios muito frágeis, abririam o caminho para a revolução socialista!
Depois de mais um ciclo de derrotas, com os nazistas enviando tanto os comunistas como os social-democratas para os campos de concentração, o stalinismo implementou um novo giro de 180 graus em sua política centrista, pregando novamente uma colaboração de classes com a burguesia e promovendo as chamadas frentes populares em todos os lugares.
Após aliar-se com os fascistas, portanto, o Partido Comunista Francês, sob as ordens da III Internacional, formou uma frente com o Partido Socialista e o Partido Radical em um movimento de ascensão revolucionária do proletariado francês. Essa frente serviu ao único propósito de conter o desenvolvimento da classe operária para a tomada do poder. Intensas agitações infestaram o país em 1936, com greves e ocupações de fábricas, até explodir uma greve geral de características revolucionárias. A frente popular, que estava no governo, teve de entregar os anéis para não perder os dedos, e o PCF foi fundamental nessa política, tanto de boicotar o movimento como de acabar com a greve fazendo concessões para que a crise revolucionária terminasse sem a tomada do poder pelo operariado, mantendo assim a burguesia no controle da situação.
Caso ainda mais grave foi na Espanha. O governo republicano teve forte apoio do Partido Comunista, sendo, assim, um governo de frente popular e colaboração de classes, e tendo chegado ao poder graças à mobilização radical dos trabalhadores espanhóis. A situação evoluiu de maneira que, em 1936, estourou uma revolução, na qual os operários ocuparam fábricas e os camponeses, as terras. A burguesia reagiu com o fascismo entrando em guerra civil com os republicanos e seus aliados comunistas e anarquistas. Durante a guerra, que durou até 1939, ao invés de tomar as armas para, enquanto lutava contra o fascismo, desenvolver o caráter socialista da revolução, os comunistas praticaram uma política tão direitista quanto os republicanos.
Mas o fato mais marcante da revolução espanhola foi o papel da própria URSS. Em sua política internacional de conciliação com os países imperialistas “democráticos”, concordou em não intervir do lado republicano na guerra, mas ao mesmo tempo a Alemanha e a Itália enviavam homens e armas para as tropas de Franco. Quando a situação degringolou, os soviéticos se limitaram a criar brigadas internacionais (sob a pressão do movimento operário mundial), controlando-as rigidamente, sem o poder necessário e possível para intervir de verdade na guerra a fim de desequilibrar o conflito a favor da República.
Quando chegaram à Espanha, as brigadas, subordinadas ao Partido Comunista (que, por sua vez, era subordinado a Moscou) substituíram, à força, as milícias operárias, transformando-as em exército regular e as incorporando nas tropas republicanas, que, naquele momento, já estavam em claro declínio. O ponto mais dramático foi o confronto do Partido Comunista com os militantes do Partido Operário de Unificação Marxista (POUM), que era tachado de trotskista, e que levou a uma repressão violentíssima de seus militantes pelos oficiais do PCE, desintegrando o POUM e jogando a pá de cal na última esperança de organização independente dos operários espanhóis. Isso já foi em 1939 e tornou-se fundamental para a derrota das forças de esquerda para o franquismo, que impôs seu domínio sobre o país transformando a Espanha em um estado fascista que durou 35 anos.
(Continua)
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2020.09.12 00:36 chiapa10 Sócio-gerentes: como retirar dinheiro da empresa

Sou sócio gerente de uma empresa que criei para poder trabalhar para fora. Faço desenvolvimento de software e facturo um valor pelos meus serviços, em média 5500 € por mês.
Mas esse dinheiro entra na conta da empresa e não na minha, né? Como é que eu retiro o dinheiro da empresa pra mim?
OK, acima está a pergunta, aqui em baixo estão mais pormenores sobre a minha situação.
Então, tenho algumas formas de retirar dinheiro da empresa para mim.
Neste momento, estou eu e a minha mulher como empregados da empresa, ambos com ordenados de 1000 €. Desta forma retiro 2000 € para as nossas contas e é com este dinheiro que vivemos.
A empresa tem ainda de pagar a TSU e a retenção de IRS todos os meses. Paga ainda ao contabilista (obrigatório ter). Ou seja, a empresa paga isto tudo mais os ordenados mas ainda sobra bastante lá. Neste momento, ainda lá está cerca de 65% do que já facturei, o que é bastante mas não lhe posso mexer.
A operação de distribuição de lucros faz-se uma vez por ano (consiste em distribuir os lucros da empresa pelos sócios - que sou só eu - mas nessa operação 28% do valor retirado vai para o estado). Ou seja, por cada 10000 € distribuídos, 2800 € vão para o estado.
Há outras formas de usar o dinheiro da empresa, já comprei algumas coisas (material de escritório, telemóvel, monitores, etc.) mas não vou andar a comprar este tipo de coisas eternamente, obviamente. Tenho comprado conforme preciso.
Além disso, uso o dinheiro da empresa para pagar uns jantares de vez em quando (que podem ser considerados como jantar de empresa, certo?)
Nota: gosto de me deitar descansado à noite
Muita gente me diz "então, és o dono da empresa, sobe o teu ordenado para 2000 € ou 3000 €, assim já tens mais dinheiro!". Pois, mas se o fizer, vou pagar mais TSU e mais retenção de IRS mensalmente. Além disto, como empregado, vou levar uma pranchada quando for pagar IRS. Por isso o ordenado não pode subir muito pra não pagar muito ao estado mas também não pode ser muito baixo porque preciso de dinheiro todos os meses pra viver, certo?
Uma das coisas que vou fazer é vender o meu carro particular à empresa passando assim o dinheiro da venda pra mim. Com isto também passo para a empresa todas as despesas relacionadas com o carro (manutenção, seguro, gasolina). Mas isto é também uma operação quase única, claro que não posso andar sempre a fazer isto.
Mas ainda assim, tenho excesso de liquidez na empresa. Dicas por favor?
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2020.09.11 23:28 Dannzsche David Graeber sobre a 'Vitória'

Vou só compartilhar um trecho aqui de um ensaio do David Graeber - O Choque da Vitória - É um exercício imaginativo valioso sobre o significado da revolução ou simplesmente da 'vitória' enquanto um processo histórico de ruptura:
"Isto nos leva a uma questão interessante. O que significaria conquis­tar não apenas nossos objetivos de médio prazo, mas também os de lon­go prazo? No momento não está muito claro para ninguém como isso poderia acontecer, pela simples razão de que nenhum de nós tem muita fé remanescente “na” revolução, no antigo sentido dado ao termo nos sé­culos XIX e XX. Afinal, a visão total de uma revolução, de que haverá uma única insurreição em massa ou greve geral e então todos os muros ruirão, é inteiramente baseada na velha fantasia de dominar o Estado. Esta seria a única maneira possível de a vitória ser tão absoluta e com­pleta — pelo menos se estivermos falando de um país inteiro ou de um território significativo.
Para ilustrar, consideremos: o que haveria realmente signi­ficado para os anarquistas espanhóis ter “vencido” em 1937? É impressi­onante quão raro nos fazemos perguntas como essa. Apenas imaginamos que teria sido algo como a Revolução Russa, que começou de modo se­melhante, com a dissolução do antigo exército, a criação espontânea de sovietes. Mas isso foi nas grandes cidades. A Revolução foi seguida de anos de guerra civil na qual o Exército Vermelho gradualmente impôs o controle do novo Estado a cada parte do Império Russo, quisessem ou não as comunidades em questão. Imaginemos que as milícias anarquistas na Espanha tivessem derrotado o exército fascista, e então desfeito com­pletamente e expulsado o Governo Republicano socialista de seus gabi­netes em Barcelona e Madri. Decerto teria sido uma vitória aos olhos de qualquer um. Porém, o que teria acontecido em seguida? Haveriam eles transformado a Espanha em uma não república, um anti­estado estabe­lecido exatamente dentro das mesmas fronteiras internacionais? Haveri­am imposto um regime de conselhos populares em cada vila e município no território do que outrora fora a Espanha? Como, exatamente?
Preci­samos ter em mente que em muitas vilas, povoados e até regiões do país os anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, praticamente toda a população era formada por católicos ou monarquistas conservadores; em outros (digamos, no País Basco), havia uma classe trabalhadora militan­te e bem ­organizada, porém esmagadoramente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles continuaria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar a todos — uma tarefa que teria exigido matar milhões de pessoas —, ex­pulsá-­los do país, realocá-los à força em comunidades anarquistas ou mandá-­los para campos de reeducação, seria não só culpada de atroci­dades de nível mundial, mas também teria de deixar de ser anarquista.
Temos que ter em mente aqui que havia muitas vilas, cidades e até mesmo regiões inteiras da Espanha onde anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, quase toda a população era composta de católicos conservadores ou monarquistas; em outros (digamos, o País Basco), havia uma classe trabalhadora militante e bem organizada, mas uma classe predominantemente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles permaneceria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar todos eles – uma tarefa que exigiria a morte de milhões de pessoas – ou expulsá-los do país, ou realojá-los à força em comunidades anarquistas, ou enviá-los para campos de reeducação – eles não seriam apenas culpados de atrocidades a nível mundial, mas teriam que desistir de ser anarquistas. Organizações democráticas simplesmente não podem cometer atrocida­des nessa escala sistemática: para isso, seria necessária uma entidade verticalizada de inspiração comunista ou fascista, já que não se pode fa­zer com que milhares de seres humanos massacrem de forma sistemática mulheres, crianças e idosos indefesos, destruam comunidades ou expul­sem famílias de seus lares ancestrais a menos que eles possam alegar es­tar apenas cumprindo ordens. Parece que haveria somente duas soluções possíveis para o problema:
1. Deixar a República continuar como governo de fato, controlado por socialistas, deixar que imponham o controle do governo nas áreas de maioria de direita, enquanto obtêm algum tipo de acordo com eles para que deixem as cidades, vilas e aldeias de maioria anarquista em paz para se organizarem como desejam… e espero que o governo mantenha o acordo.
2. Declarar que todos deveriam formar suas próprias assembleias populares locais e permitir-lhes decidir seu próprio modo de auto-organização.
A segunda parece a mais ajustada aos princípios anarquistas, mas os resultados provavelmente não teriam sido muito diferentes. Afinal, se os habitantes de Bilbao, digamos, tivessem um ardente desejo de criar um governo local, como exatamente alguém os teria impedido? Municípios onde a Igreja ou proprietários de terras ainda tivessem apoio popular presumivelmente colocariam as mesmas velhas autoridades direitistas no poder; municípios socialistas ou comunistas poriam burocratas de seus partidos; estadistas de direita e de esquerda formariam então confederações rivais que, embora eles controlassem apenas uma fração do antigo território espanhol, se declarariam o legítimo governo da Espanha. Os governos estrangeiros reconheceriam uma ou a outra — já que ninguém estaria disposto a trocar embaixadores com um não governo como a FAI, mesmo supondo que esta o desejasse, o que não seria o caso.
Em outras palavras, a guerra armada poderia terminar, mas a luta política continuaria, e grandes partes da Espanha presumivelmente acabariam parecendo-se com a Chiapas contemporânea, com cada distrito ou comunidade dividido em facções anarquista e antianarquista. A vitória final teria de ser um processo longo e árduo. A única maneira de realmente persuadir os enclaves estadistas seria persuadir suas crianças, o que poderia ser alcançado com a criação de uma vida obviamente mais livre, mais prazerosa, mais bonita, segura, relaxada e satisfatória nos setores sem Estado. Os poderes capitalistas estrangeiros, por outro lado, mesmo que não interviessem militarmente, fariam todo o possível para evitar a notória “ameaça do bom exemplo”, por meio de boicotes econômicos e subversão e despejando recursos nas zonas estatizadas. No fim, tudo provavelmente dependeria do grau em que as vitórias anarquistas na Espanha inspirassem insurreições em outros lugares.
A verdadeira razão do exercício imaginativo é apenas mostrar que não existem rupturas totais na História. O outro lado da velha ideia da ruptura total, aquele momento em que o Estado cai e o capitalismo é derrotado, é que nada além disso representa uma vitória real. Se o capitalismo permanecer de pé, se começar a mercantilizar nossas ideias outrora subversivas, é a prova de que eles venceram. Nós perdemos, nós fomos cooptados. Para mim isso é absurdo. Podemos dizer que o feminismo perdeu, que não conquistou nada, só porque a cultura corporativa se sentiu obrigada a demonstrar apoio à condenação do sexismo e firmas capitalistas começaram a comercializar livros, filmes e outros produtos feministas? É claro que não: a menos que tenhamos conseguido destruir o o capitalismo e o patriarcado com um golpe mortal, esse é um dos mais claros sinais de que chegamos a algum. É de se presumir que qualquer estrada efetiva para a revolução envolverá infinitos momentos de cooptação, infinitas campanhas vitoriosas, infinitos pequenos momentos de insurreição ou momentos de autonomia fugaz e encoberta. Hesito mesmo em especular como realmente seria. No entanto, para começarmos a caminhar nessa direção, a primeira coisa que precisamos fazer é reconhecer que, de fato, vencemos algumas.
Na verdade, ultimamente, temos vencido um bocado. A questão é como romper o ciclo de exaltação e desespero e gerar algumas visões estratégicas (quanto mais, melhor)dessas vitórias construídas uma sobre a outra, para criar um movimento cumulativo rumo a uma nova sociedade."
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2020.09.05 04:27 frdnt Despindo o Homem Encapuzado

A teoria abaixo é parte de uma serie de textos escritos por Cantuse em seu blog. Link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-hooded-man-uncloaked/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO III

Provavelmente, um dos maiores mistérios de A Dança dos Dragões é a identidade do homem encapuzado. Muitas pessoas foram propostas, de Robett Glover a Harwin e ao próprio Theon em algum estado dissociativo.
No entanto, acredito que posso fazer uma conclusão mais convincente de que o homem encapuzado não é nenhuma dessas opções mais conhecidas. Este ensaio explica minha teoria sobre o homem encapuzado e seu propósito em Winterfell.
Colocando minhas cartas na mesa, aqui estão as principais afirmações que faço:
NOTA: Este ensaio pode ser controverso em sua construção e conclusões. Deve-se notar que a identidade do homem encapuzado não é verdadeiramente crítica para que o restante do Manifesto valha a pena. Este ensaio é bastante independente, não afetando mais nada no Manifesto.
Em outras palavras, se você não gosta deste ensaio, pode simplesmente ignorá-lo e continuar.
[...]

PRIMEIROS SINAIS DO GIGANTE

Eu gostaria de um breve momento para destacar algo importante.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Batedores estão desaparecendo do lado de fora do Portão do Caçador. Este é o mesmo portão onde Mors Crowfood parece chegar um ou dois dias depois:
O rufar parecia estar vindo da Matadelobos, além do Portão do Caçador. Estão do lado de fora das muralhas.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
O desaparecimento dos batedores parece algo pelo qual Mors seria responsável. É consistente com o que encontramos no capítulo liberado de Theon de Os Ventos do Inverno: construir obstáculos e impedir ou matar aqueles que saem dos portões. No mínimo, Mors não quer que nenhum batedor encontre seu bando de garotos e informe a Roose Bolton.
Mais importante, os batedores ausentes indicam que Mors estava realmente fora de Winterfell há pelo menos um dia (talvez mais) antes de tocar seus berrantes de guerra.
Mas por que ele ficaria lá aguardando em segredo?
Para responder a essa pergunta, temos que mergulhar no mistério do homem encapuzado.

O IDIOTA DOS RYSWELL

É difícil imaginar o tipo de mente obtusa que é necessária para ser Roger Ryswell. Há algo de suspeito sobre a magnitude e a natureza de sua idiotice.
O Idiota dos Ryswell
Eu gostaria de um momento para mostrar algumas passagens:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
– Esses mortos eram todos homens fortes – disse Roger Ryswell –, e nenhum deles foi apunhalado. O Vira-Casaca não é nosso assassino.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Roger Ryswell grunhiu.
– Se não é ele, quem é? Stannis tem algum homem dentro do castelo, isso está claro.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Vejam, pode ser apenas eu, mas não parece que ele está quase deliberadamente negando qualquer explicação possível para os assassinatos?
Da perspectiva de um leitor, não é também uma estranha coincidência que Roger faz afirmações que contradizem vários truques que nós realmente vimos em A Dança dos Dragões:
Roger nega que as três diferentes conspirações que descobrimos sejam verdadeiras ou se tornarão verdadeiras posteriormente no livro e rapidamente descarta o restante.
Como uma pessoa consegue ser tão boa em acidentalmente impedir uma investigação de assassinato?
Falta de contato visual
Quando você pensa no Homem Encapuzado e na descrição que temos dele, existem apenas dois detalhes que vêm à mente: sua capa e seus olhos.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Assim, vemos que Theon dá uma rápida olhada na capa do homem. Vemos também que Theon evita contato visual com o homem.
Essa falta de contato visual pode ser importante para determinar a identidade do homem encapuzado. Não há dúvida de que Theon evita o contato visual em geral, podemos supor que isso aconteça de vez em quando.
No entanto, gostaria de apontar outro exemplo muito interessante que mostra Theon evitando deliberadamente o contato visual ou olhar para o rosto de uma pessoa:
Pernas de Aço o levou pelo Grande Salão, até o solar que certa vez fora de Eddard Stark. Lorde Bolton não estava sozinho. A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
– Me contaram que você anda vagando pelo castelo – Lorde Bolton começou. – Homens reportaram terem visto você nos estábulos, nas cozinhas, nos barracões, nas ameias. Foi observado perto das ruínas das torres caídas, do lado de fora do velho septo da Senhora Catelyn, indo e vindo do bosque sagrado. Nega isso?
– Não, ‘nhor. – Theon fez questão de falar mal a palavra. Sabia que aquilo agradava Lorde Bolton. – Não consigo dormir, ‘nhor. Eu caminho. – Manteve a cabeça baixa, olhos fixos nas velhas tábuas corridas no chão. Não seria sábio olhar sua senhoria no rosto.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Você notou o rosto que Theon não conseguiu explicar?
A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Por que obtemos descrições dos rostos de Barbrey Dustin e Aenys Frey, mas apenas a capa e o broche de Roger Ryswell? Ora, mesmo que Theon não olhe para Roose Bolton, ele pelo menos explica a razão para não fazer isso.
Tenha em mente que este interrogatório acontece logo após o encontro de Theon com o homem encapuzado, então o contato visual furtivo pode ser um indicativo de um comportamento continuado daquele encontro anterior.
Além disso, um detalhe extremamente pequeno é que Theon se detém na capa de Roger, o único outro detalhe que temos sobre o homem encapuzado.
Existem outros elementos interessantes do interrogatório de Theon:
Dedos perdidos
Quando a Senhora Dustin exige que Theon remova suas luvas: Roger Ryswell não mostra nenhum interesse nos dedos perdidos de Theon. Os outros participantes (Barbrey Dustin e Aenys Frey) comentam especificamente sobre suas mãos. Ryswell não o faz, em vez disso, descarta imediatamente Theon como um suspeito, não com base nos dedos, mas na falta de força de Theon. Ele também o chama de vira-casaca aqui. Talvez sua falta de interesse nas mãos de Theon seja porque ele acabou de vê-los.
Vassalos rivais
A outra coisa interessante sobre Ryswell aqui é sua aversão particular por Wyman Manderly. Embora insultar o personagem de Manderly seja muito comum, Manderly e Ryswell não têm grandes motivos para animosidade e, portanto, as observações de Ryswell sobre Wyman parecem bastante enfáticas:
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Este é um insulto particularmente venenoso.
Há um homem no norte que fez comentários grosseiros deste tipo sobre Wyman. Mors Papa-Corvos Umber:
– Manderly? – Mors Umber fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? Seu próprio povo caçoa dele, chamando-o de Lorde Lampreia, segundo ouvi dizer. O homem quase não consegue andar. Se espetasse uma espada na sua barriga, dez mil enguias torceriam-se para fora.
(ACOK, Bran II)
Os Umbers e Manderlys são conhecidos por entrarem em conflito por várias questões, como a herança das propriedades da Senhora Hornwood. Independentemente de qualquer trégua atual que possam ter, Mors continua sendo uma pessoa improvável de conter tais comentários depreciativos.
Agora você pode ver que estou começando a afirmar os dois pontos a seguir:
Devo admitir que, até agora, apresentei evidências interessantes, porém circunstanciais.
Não tenho dúvidas de que esses pontos parecem apenas parcialmente sólidos até agora. Mas tenha fé. O resto virá em alguns instantes.

O GRILHÃO DE RUBI

Então, onde está o “grilhão de rubi” - a braçadeira que Melisandre colocou em Mance Rayder em A Dança dos Dragões?
Sabemos que esse grilhão parecia criar e sustentar um glamour (ou ilusão), que Mance Rayder era na verdade Camisa de Chocalho.
Esta parece ser uma ferramenta incrivelmente valiosa, especialmente quando se fala sobre os tipos de atividade furtiva em que Mance e Mors estão envolvidos.
Então onde está? O que pode ser feito com isso?
Mance Revelado
Em primeiro lugar, sabemos que Mance não está usando a braçadeira de rubi, ou que ela pelo menos está desativada. Sua aparência como Abel é muito parecida com sua aparência original em A Tormenta de Espadas:
Uma mulher grávida estava em pé junto a um braseiro, cozinhando algumas galinhas, enquanto um homem grisalho com um esfarrapado manto preto e vermelho estava sentado numa almofada, de pernas cruzadas, tocando uma alaúde e cantando.
(ASOS, Jon I)
O Rei-para-lá-da-Muralha não se parecia em nada com um rei, e tampouco se parecia com um selvagem. Era de média estatura, magro, com feições bem definidas, astutos olhos castanhos e longos cabelos castanhos já quase totalmente grisalhos.
(ASOS, Jon I)
Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde. A barba do cantor era castanha, embora seu longo cabelo já estivesse em grande parte cinza.
(ADWD, Theon)
Então, como ele removeu o grilhão de rubi?
O texto deixa claro que o grilhão de rubi não interfere de forma alguma com o livre arbítrio de Mance, conforme implícito no conforto de Melisandre de que suas visões diriam se Mance era uma ameaça para ela, e em ela sentir que ter o filho de Mance é o que obriga a sua lealdade.
Com isso em mente, não há razão para deixar a algema em Mance.
Um fator adicional é o fato de que a Camisa de Chocalho é absolutamente horrível. Ninguém acreditaria que ele é um cantor e artista, e mesmo que acreditasse, sua aparência mereceria mais escárnio do que qualquer outra coisa.
Além disso, Melisandre tem interesse em ver Mance bem-sucedido. Se o grilhão de rubi pode ajudar nessa tarefa, parece não haver razão para que ela interfira. Afinal, a missão de Mance é vital para a campanha de Stannis, quão importantes são os segredos dela em comparação a isso?
As regras do jogo
Melisandre revela alguns dos mecanismos internos de seus glamours:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Isso é interessante porque é incoerente com as preferências de Martin sobre a implementação de magia em romances de fantasia:
Eu simpatizo mais com a maneira como Tolkien lidou com a magia. Eu acho que se você vai fazer magia, ela perde suas qualidades mágicas caso se torne nada mais do que um outro tipo de ciência. É mais eficaz se for algo profundamente desconhecido e maravilhoso, e algo que pode tirar o fôlego.
(George RR Martin sobre magia vs ciência: Weird Tales)
Isso sinalizar imediatamente para os leitores de que algo importante está acontecendo aqui: Martin decidiu que revelar o mecanismo interno dos feitiços era mais importante para a história do que preservar o encanto da magia.
Embora isso não seja evidência de nada em particular, certamente deixa aberta a possibilidade de que Martin não apresentou desordenadamente os mecanismos subjacentes do glamour sem um bom motivo. O trecho sobre glamours é notável precisamente porque não é característico de sua representação da magia em As crônicas de gelo e fogo .
Deixando de lado as opiniões de Martin sobre magia na ficção, também é notável que Melisandre forneça essas explicações naquele momento. Afinal, supostamente nunca mais veremos o glamour ou o grilhão de rubi novamente. Por que se preocupar em explicar tudo, se é irrelevante para Mance ou Jon Snow?
Juntas, essas ideias soam como se Martin pensava que os glamours eram importantes o suficiente para explicar aos leitores, sugerindo importância futura.
Quem está com o grilhão?
Se Mance não está usando a algema, onde está?
A melhor maneira de lidar com essa questão é considerar a origem primeira... quem terá autoridade final sobre quem fica com o grilhão?
Melisandre.
Agora reflita:
Faz todo sentido do mundo que ela o deixe usá-lo. Não há absolutamente nenhuma evidência de que Jon o tivesse, e é altamente duvidoso que ela o daria a outra pessoa ou privaria Mance de sua utilidade.
Isso significa que Melisandre deu o grilhão a Mance, colocando-o em posição de dá-la a qualquer pessoa que encontrar. Portanto, a ideia de que Mors Papa-Corvos estava com o grilhão é, no mínimo, plausível.
A ideia de que Mors está com o grilhão faz muito sentido: fornece a ele uma maneira de acessar Winterfell e garantir que tudo esteja pronto para a missão de resgate. Afinal, Mors deve ter considerado a possibilidade de que Mance falhou em sua missão, Mors não poderia simplesmente tocar sua bateria e soprar suas buzinas indefinidamente.
No entanto, fazer 'muito sentido' e ser a resposta definitiva são duas coisas muito diferentes. Será necessário investigarmos mais para tornar esta afirmação convincente.
* * *
Não, não expliquei nem articulei que Mance sabe usar a braçadeira. Mas acredito que o convencimento de que o grilhão será usado pode ser feito sem que este fato seja revelado.

MORTE DE UM RYSWELL

Se eu acredito que Ryswell é um antagonista secreto?
Não. Roger Ryswell está morto .
Deixe-me explicar.
Um broche de cabeça de cavalo
Roger Ryswell usa um broche ímpar para prender sua capa:
um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Lembre-se do que Melisandre disse:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Parece ser uma observação justa que o broche (e talvez a capa) seria uma fonte ideal para um glamour.
A confusão de Theon
Havia uma passagem no início de A Dança dos Dragões que sempre me intrigara:
Uma coluna de cavaleiros veio logo atrás, liderada por um fidalgote com uma cabeça de cavalo em seu escudo. Um dos filhos de Lorde Ryswell, Fedor soube. Roger, ou talvez Rickard. Ele não sabia quem era quem quando estavam separados.
– Estes são todos? – o cavaleiro perguntou, do alto de um garanhão castanho.
(ADWD, Theon)
Portanto, vemos que Theon tem problemas para diferenciar Roger de Rickard. É possível então que ele pudesse confundir os dois, dentro de determinadas circunstâncias.
Tenho certeza de que a confusão não está presente em situações de grupo, em que seria capaz deduzir qual deles era com base nas ações dos demais. Essa confusão seria mais proeminente em situações em que ele não tivesse outras pessoas para ajudar: em situações silenciosas e solitárias.
A utilização mais proeminente dessa dificuldade ocorre na noite anterior ao início dos assassinatos:
Sob a Torre Queimada, passou por Rickard Ryswell com o nariz enfiado no pescoço de outra das lavadeiras de Abel, a gordinha com bochechas de maçã e nariz achatado. A garota estava descalça na neve, embrulhada em um manto de pele. Ele imaginou que estivesse nua por baixo. Quando ela o viu, disse algo para Ryswell que o fez gargalhar.
(ADWD, O vira-casaca)
É interessante considerar que este aí pode ter sido Roger Ryswell.
A oportunidade
Com base na descrição, a esposa de lança nesta cena é Frenya, uma mulher corpulenta que é bastante habilidosa no combate: na tentativa de fuga, ela conseguiu lutar com uma lança de um dos guardas de Bolton e ferí-lo.
Quando você reflete sobre Frenya estar realmente se atirando sobre Roger (e não Rickard), as hipóteses de repente ganham vida!
Roger está sozinho em uma área isolada de Winterfell, com a esposa de lanças Frenya. A oportunidade de matar Roger para pegar seu broche e sua capa surgiu.
Lembre-se de que os assassinatos começam a acontecer na manhã seguinte a Theon ver Ryswell com Frenya.
A teoria
Usando as ideias que apresentei até agora, gostaria de montar uma teoria sobre Roger Ryswell.
  1. Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo da muralha interna de Winterfell. Ela pegou a capa dele e então o empurrou para a morte.
  2. Esta capa foi então atirada ou enviada para Mors Papa-Corvos.
  3. Mors, em posse do grilhão de rubi, usou a capa para parecer Roger e entrar em Winterfell.
  4. Ele então fica por perto, talvez debatendo coisas ou reunindo conhecimentos. Ele participa das investigações dos assassinato, sabotando-as.
  5. Ele encontra Theon na famosa cena do “Homem Encapuzado” e novamente no interrogatório.
  6. Sua presença no interrogatório é o que dá a Mors a confiança de que a missão pode começar.
    Essa teoria faz sentido por alguns motivos:
Vernáculo compartilhado
Sempre houve uma notável semelhança entre duas afirmações, uma feita por Mors Umber e a outra pelo encapuzado:
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
:::
Em vez disso, ele choramingou através de dentes quebrados e disse:
– Sou...
– ... um vira-casaca e assassino de parentes, – Papa-corvos completou. – Segurará essa língua mentirosa ou a perderá.
(TWOW, Theon – tradução minha)
É notável que pouquíssimas pessoas se refiram a Theon como um assassino de parentes: Mors, Rowan e o Homem Encapuzado.
Mas isso nada se compara ao fato de que o homem encapuzado e Mors chamam Theon de vira-casaca, assassino de parentes e mentiroso / falso ... exatamente na mesma ordem.
Por algum tempo, isso sugeria a possibilidade de Mors ser o homem encapuzado, mas seu olho a menos [de Mors] me impedia de explicar essa possibilidade.
No entanto, a braçadeira de rubi subverte esse problema perfeitamente.
Ocultando o corpo
Vamos revisitar o primeiro assassinato, usando essa teoria como um guia.
Para refrescar sua memória:
Com esta teoria como guia, de repente fica claro: a primeira vítima de assassinato, o corpo enterrado na neve, era na verdade Roger Ryswell.
Em primeiro lugar, há algo muito singular neste assassinato em comparação com todos os outros: o corpo estava escondido.
Os outros assassinatos estavam todos à vista e tiveram um claro componente psicológico. Este corpo não era para ser descoberto:
Se as cadelas de Ramsay não o tivessem desenterrado, ele poderia ter ficado lá até a primavera. Quando Ben Ossos o puxou, Jeyne Cinza havia comido tanto do rosto do morto que meio dia se passou antes que soubessem com certeza quem era: um homem em armas de quatro e quarenta anos que marchara para o Norte com Roger Ryswell.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Além disso, é interessante que o rosto tenha sido comido porque tornou a identificação impossível. Caberia quase inteiramente a “Roger Ryswell” apurar a identidade do homem. Talvez seja por isso que Roger foi tão rápido em descartar o corpo como sendo apenas um bêbado.
Mais uma coisa a notar é que “Roger” declara que a vítima provavelmente estava mijando à beira da muralha:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu. – Ninguém discordou. Mas Theon Greyjoy se perguntou por que um homem subiria por degraus escorregadios de neve até as ameias, na escuridão da noite, apenas para mijar.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Isso poderia de alguma forma implicar que as calças do homem morto estavam abertas ou abaixadas?
Fosse esse o caso, não poderia ser mais provável que o homem estivesse envolvido em um ato sexual quando caiu e morreu? No mínimo, certamente parece mais plausível que um homem procurasse um canto recluso para fazer sexo no alto das muralhas do que que ele tenha escalado uma muralha para mijar.
Resumidamente, se o morto estivesse no meio de algo que envolvesse seu pênis ficar fora das calças enquanto estava em cima das muralhas, provavelmente seria para sexo e não para urinar.
Se for esse o caso, temos que reconhecer que no dia anterior à descoberta do corpo, Theon viu um Ryswell com Frenya. Naquele momento, Theon observa que Frenya provavelmente “estivesse nua por baixo” da capa de pele de urso. Isso parece implicar que eles estavam fazendo (ou iam) fazer sexo. Minha opinião pessoal é que Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo das muralhas, prometendo sexo oral. Durante o ato, ela agiu e o matou.

Preparado o palco

Voltando aos pontos iniciais deste ensaio, há questões que precisam de respostas:
  1. Dado que Mors e Mance colaboraram na missão de resgate, como Mors saberia que Mance estava pronto para levar a missão a cabo?
  2. Como Mance saberia que Mors estava fora de Winterfell, pronto para receber Arya?
  3. Por que Mors permaneceria em segredo fora de Winterfell por um dia ou mais antes de tocar seus berrantes?
Mors poderia facilmente indicar a Mance que ele estava no a postos: os berrantes de guerra fazem isso muito bem.
O verdadeiro problema é informar Mors de que a missão de resgate está pronta para acontecer. Para isso, os selvagens precisam ter algum tipo de sinal ou outra forma de se comunicar com Mors. Também pode haver detalhes específicos que modificam quaisquer planos que Mors e Mance possam ter inicialmente traçado.
Em última análise, Mance e Mors iria precisar de alguma forma de se comunicar. Eu acredito que foi por isso que Mors permanece por vários dias fora Winterfell antes de anunciar sua presença com os berrantes de guerra. Ele usa sua presença icógnita para acessar Winterfell e verificar se tudo está pronto para a tentativa de resgate. Talvez seja por isso que os batedores tenham desaparecido, para garantir o disfarce ou algo semelhante.

IMPLICAÇÕES

Existem algumas idéias (e questões) interessantes que surgem a partir deste ensaio:
O que aconteceu com o grilhão de rubi?
Eu acredito que é entregue a Mance antes da partida final de Papa-Corvos do castelo. Isso ocorre porque há evidências de que isso é fundamental para a “estratégia de saída” de Mance.
Senhora Dustin ou o outro Ryswell não notariam?
Os Ryswells se odeiam abertamente. Eles não prestam muita atenção às nuances do comportamento de seus irmãos.
Os Ryswells eventualmente não perceberiam que Roger estava desaparecido (depois que Mors saiu)?
Eventualmente. Não acho que Mors ou Mance realmente se importariam, e ninguém teria ideia do que realmente aconteceu.
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2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.08.27 03:16 SakuInxado Medindo a discriminação no mercado de trabalho

Em que medida a discriminação nos mercados de trabalho afeta os ganhos de diferentes grupos de trabalhadores? Essa questão é importante, mas responder a ela não é fácil.
Não resta dúvida que diferentes grupos de trabalhadores recebem salários substancialmente diferentes, como demonstra a Tabela 2. Nos Estados Unidos, o homem negro mediano recebe 21 % a menos que o homem branco mediano, e a mulher negra mediana recebe 13% a menos que a mulher branca mediana. As diferenças por sexo são ainda maiores. A mulher branca mediana recebe 24 % a menos que o homem branco mediano, e a mulher negra mediana recebe 15% a menos que o homem negro mediano. Se tomados em seus valores absolutos, esses diferenciais parecem evidenciar que os empregadores discriminam negros e mulheres.
Há, no entanto, um problema em potencial com essa inferência. Mesmo em um mercado de trabalho livre de discriminação, pessoas diferentes recebem salários diferentes. As pessoas diferem no montante de capital humano que possuem e no tipo de trabalho que podem e desejam fazer. As diferenças de salários que observamos na economia podem, em certa medida, ser atribuídas aos determinantes dos salários de equilíbrio que abordamos na seção anterior. A simples observação das diferenças salariais entre grupos amplos - brancos e negros, homens e mulheres - não prova que os empregadores os discriminem.
Considere, por exemplo, o papel do capital humano. Entre os trabalhadores homens, os brancos têm aproximadamente 75% mais chances de obter diploma universitário que os negros. Assim, pelo menos parte da diferença entre os salários dos brancos e os dos negros pode ser atribuída a diferenças no nível de instrução. Entre os trabalhadores brancos, homens e mulheres têm agora quase a mesma chance de obter nível universitário, porém os homens têm probabilidade aproximadamente 11 % maior de cursar uma especialização ou uma pós-graduação, indicando que parte do diferencial salarial entre homens e mulheres pode também ser atribuída à instrução.
Além disso, o capital humano pode ser mais importante na explicação dos diferenciais salariais do que sugerem as medidas de tempo de instrução. Historicamente, as escolas públicas das áreas predominantemente negras são de baixa qualidade - em termos de despesas, número de alunos por sala de aula, e assim por diante - em comparação com as escolas públicas de áreas predominantemente brancas. De maneira similar, há muitos anos as escolas afastavam as meninas dos cursos de ciências e matemática, muito embora essas disciplinas tenham maior valor no mercado do que algumas das alternativas de estudo. Se pudéssemos medir a qualidade e a quantidade de instrução, as diferenças de capital humano entre esses grupos seriam ainda maiores.
O capital humano adquirido sob a forma de experiência de trabalho também pode ajudar a explicar as diferenças salariais. Em particular, as mulheres tendem, em média, a ter menos experiência de trabalho em comparação com os homens. Uma razão para isso é que a participação feminina na força de trabalho vem aumentando nas últimas décadas. Por causa dessa mudança histórica, a trabalhadora média é, hoje, mais jovem que o trabalhador médio. Além disso, existe uma grande possibilidade de as mulheres interromperem sua carreira para criar os filhos. Por esses dois motivos, a trabalhadora média tem menos experiência que o trabalhador médio.
Já outra fonte de diferenças salariais está nos diferenciais compensatórios. Homens e mulheres não escolhem os mesmos tipos de trabalho, e esse fato pode ajudar a explicar algumas das diferenças nos ganhos entre eles. Por exemplo, as mulheres mais provavelmente serão secretárias e os homens mais provavelmente serão motoristas de caminhão. Os salários relativos das secretárias e dos motoristas de caminhão dependem, em parte, das condições de trabalho de cada ocupação. Como é difícil medir esses aspectos não monetários, é também difícil avaliar a importância prática dos diferenciais compensatórios para explicar as diferenças salariais observadas.
No fim, o estudo das diferenças salariais entre grupos não estabelece nenhuma conclusão clara sobre a existência de discriminação nos mercados de trabalho norte-americanos. A maioria dos economistas acredita que parte dos diferenciais salariais observados pode ser atribuída à discriminação, mas não há consenso a respeito de quanto. A única conclusão sobre a qual há consenso entre os economistas é negativa: como as diferenças entre os salários médios dos grupos refletem, em parte, diferenças no capital humano e nas características dos empregos, elas, por si mesmas, não nos dizem nada a respeito de quanta discriminação há no mercado de trabalho.
Naturalmente, diferenças no capital humano entre grupos de trabalhadores podem, elas mesmas, refletir discriminação. Os currículos menos rigorosos tradicionalmente oferecidos às estudantes, por exemplo, podem ser considerados uma prática discriminatória. De forma similar, as escolas de qualidade inferior historicamente disponíveis para os estudantes negros também podem ser atribuídas ao preconceito das câmaras municipais e dos conselhos de ensino. Mas esse tipo de discriminação ocorre muito antes de o trabalhador ingressar no mercado de trabalho. Nesse caso, a doença é política, ainda que o sintoma seja econômico.
Introdução à Economia, N. Gregory Mankiw, Tradução da 6º Edição Norte-Americana, p. 383-4, São Paulo Cengage Learning, 2013.
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2020.08.22 03:24 frdnt A estrada para a Vila Acidentada

O texto abaixo é uma tradução de um artigo originalmente publicado no blog de Cantuse. Ele é o 9º texto de uma série de teorias que ele chama de “O Manifesto”.
O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO I
O volume anterior [deste manifesto] não mediu esforços para estabelecer que Stannis, Melisandre e Mance conspiraram para resgatar Arya Stark.
Os detalhes desse resgate foram, até agora, vagos. O Volume II do Mannifesto visa detalhar precisamente a totalidade das jornadas de Mance ao longo de A Dança dos Dragões e além.
Sabemos que Mance primeiro deixou Jon com o objetivo declarado de resgatar Arya Stark. No entanto, o Volume I mostrou com detalhes meticulosos que o resgate também era necessário para ajudar Stannis.
Após o último encontro de Jon com Mance no capítulo de Melisandre, não o vemos novamente até o capítulo O Príncipe de Winterfell no castelo dos Stark.
O que aconteceu entre esses dois períodos?
Responder a esta pergunta requer uma análise detalhada das razões para Mance estar em Castelo Negro e qual era seu objetivo imediato ao partir. Para esses fins, este verbete do Manifesto afirma os seguintes pontos:
DEIXADO PARA TRÁS
Em Jon IV de A Dança dos Dragões, Stannis declara que está dando Camisa de Chocalho a Jon Snow. Por quê?
Afinal, Jon imediatamente declara que não tem uso para Camisa de Chocalho alegando que ele os trairá e retornará aos selvagens ou que outros membros da Patrulha da Noite irão matá-lo.
Mesmo assim, Stannis não muda de postura e deixa Camisa de Chocalho com Jon.
Por mais enigmático que pareça, explicar as razões para deixar Camisa de Chocalho em Castelo Negro é surpreendentemente simples - principalmente quando você compreende que Mance e Stannis conspiraram juntos.
A grande questão
Há uma grande questão que paira sobre tudo até agora dito em relação a Mance e Stannis:
Por que Stannis intencionalmente deixou Mance para trás?
Já mostrei que o plano quase certamente consistia em Mance se infiltrar no casamento e sequestrar Arya. Mas isso por si só não requer que Mance permaneça em Castelo Negro. Ele poderia ir para qualquer lugar, até mesmo com o próprio Stannis, se desejasse.
Qual foi então a razão para deixar Mance em Castelo Negro?
Outro Enigma
Antes de Stannis deixar Castelo Negro, ele tinha planejado originalmente levar os Thenns com ele. Eles deveriam ser sua vanguarda.
No entanto, Jon convence Stannis a deixá-los para trás.
Mais tarde descobrimos que os Thenns foram subsequentemente movidos para Vila Toupeira junto com todos os outros selvagens (ADWD, Jon V). Na verdade, eles foram rebaixados a serem iguais a estes colegas.
O que levanta questões importantes:
Por que Camisa de Chocalho não foi rebaixado da mesma forma?
Por que ele foi especificamente dado a Jon, como uma sumidade única entre os selvagens?
Quando você pensa sobre isso, parece que Stannis quer que Mance esteja o mais próximo possível de Jon.
Antes do Anúncio
Dado que Melisandre teve sua visão da garota cinza antes de Stannis partir para Bosque Profundo, isso significa que os conspiradores (Melisandre, Mance e Stannis) sabiam sobre o casamento antes mesmo de os anúncios terem sido enviados.
NOTA: Alternativamente, eles poderiam ter ficado sabendo através do serviço de “inteligência” de Arnolf Karstark.
Agora, aqui está o detalhe importante: eles não sabiam onde o casamento seria realizado.

As hipóteses

Isso nos traz às minhas hipóteses:
  1. Mance foi deixado para trás porque o local do casamento não fora confirmado ou era desconhecido.
  2. Arranjos foram feitos para que Mance fosse rapidamente informado do local do casamento assim que fosse conhecido.
Isso é bastante convincente quando você pensa a respeito. Mance precisaria estar em um lugar que pudesse receber mensagens para saber o local do casamento. Se ele estivesse viajando com um exército, não teria sido capaz de obter essa informação em tempo hábil.
Além disso, permite que ele viaje como uma 'unidade' à parte dos exércitos de Stannis.
Claro, essa hipótese não seria nada sem evidências e raciocínio válido.
O LOCAL É A CHAVE
A descoberta do local do casamento é simples. Explicar alguns dos detalhes do pano de fundo não é.
Pressão do Grupo
Pra começar, Jon recebe um 'anúncio de casamento' de Ramsay (ADWD, Jon VI) . Ele lê na presença de Mance (disfarçado de Camisa de Chocalho) e até lê o conteúdo em voz alta. Ele diz especificamente que o casamento será em Vila Acidentada.
Jon não conta a ninguém sobre esta carta ou seu conteúdo, mas Melisandre o confronta naquela mesma noite, tentando obter sua permissão para 'salvar sua irmã'. Só podemos supor que Mance contou a ela sobre a carta e foi isso que a levou a se aproximar, principalmente quando você nota que Melisandre não falava em privado com Jon desde o início do livro.
A observação é clara:
Já posso ouvir suas perguntas e objeções:
Não é um tanto presunçoso pensar que Mance iria apenas coincidentemente descobrir a localização do casamento ao ouvi-lo por acaso de Jon?
Parece improvável ou ao menos pouco seguro supor que um 'convite de casamento' seria enviado a Castelo Negro.
* * *
Escalando janelas
Tenho certeza de que Mance descobriria o local do casamento pelas cartas de Jon de uma forma ou de outra.
Acredito que ele planejava descobrir o local do casamento escalando os aposentos de Jon e lendo as cartas deixadas em sua mesa. Foi um acaso Mance ter ouvido Jon lendo a carta.
Mance até sugere isso de uma forma indireta:
– Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Ele basicamente diz que se ele escalasse a janela de Jon não seria para matá-lo.
* * *
É claro que isso não é uma prova concreta. Mas lembre-se de que as evidências até agora indicam fortemente que Mance, Melisandre e Stannis estavam em conluio. É quase óbvio que a carta de Jon foi o que motivou a “missão” de Melisandre e Mance.
Se Jon não tivesse lido a carta em voz alta, Mance teria sido obrigado a lê-la por algum outro meio . E a única maneira viável de fazer isso seria subir em sua janela.

UM CONVITE IMPROVÁVEL

Como demonstrei, a ideia de que Mance pudesse esperar por um convite (ou similar) contendo o local do casamento parece carregada de incerteza.
Abordei a logística de como Mance ficaria sabendo do local do casamento. Mas depende da certeza de que Jon receberia um convite em primeiro lugar: uma suposição bastante duvidosa.
Por que os Boltons enviariam um convite para Jon?
Por que Stannis, Mance e os demais estariam tão certos de que Jon receberia um?
Isso não faz sentido
Quando você pensa sobre isso, realmente não faz sentido enviar um convite para o casamento a Jon:
No entanto, apesar de todos os motivos para não fazê-lo, Jon recebe um convite.
Por quê?
O convite de Jon nem mesmo faz sentido por causa de uma passagem específica nele:
Jon não viu motivo para não contar.
– Fosso Cailin caiu. Os cadáveres esfolados dos homens de ferro foram pregados em postes ao longo da estrada do rei. Roose Bolton convoca todos os senhores leais para Vila Acidentada, para confirmar a lealdade ao Trono de Ferro e celebrar o casamento de seu filho com... – seu coração pareceu parar por um momento.
(ADWD, Jon VI)
Jon não é um lorde (sim, ele é Lorde Comandante, mas não é a mesma coisa), nem sua lealdade é relevante para seu trabalho.
Caro Senhor ou Dama
Se você der um passo para trás e refletir bem, a carta parece que poderia ter sido endereçada a outra pessoa.
Além disso, a carta foi escrita com sangue, e o sangue está descascando:
A tinta marrom se desfez em pedaços quando Jon passou o polegar sobre ela.
(ADWD, Jon VI)
Asha recebe uma carta semelhante, também escrita com sangue. O sangue não está descascando no dela.
Isso sugere que a carta de Jon talvez seja mais antiga.
Isso nos leva à minha teoria:
Mors Crowfood encaminhou seu convite para Jon.
Está claro tanto em A Dança dos Dragões quanto nos capítulos liberados de Os Ventos do Inverno que Mors estava conspirando com Mance em Winterfell. Eu exploro e sintetizo o relacionamento deles no próximo ensaio, Uma Aliança de Gigantes e Reis.
Mors estava aparentemente tão envolvido na missão de Mance quanto qualquer outra pessoa.
Faz sentido que ele encaminhe seu convite com base no fato de que ele sabe que é o que Mance precisa.
Nenhuma outra explicação viável parece estar disponível, pelo menos nenhuma que faça tanto sentido.
Tendo explicado a logística por trás do que desencadeou a missão de Mance, podemos passar aos detalhes da jornada de Mance a Vila Acidentada.

O BARDO DE VILA ACIDENTADA

O convite de casamento original recebido por Jon indicava que o casamento seria em Vila Acidentada, mas não vemos Mance / Abel até que Theon chegue em Winterfell.
Então o que aconteceu?
Mance viajou diretamente para Winterfell? Ou para Vila Acidentada*?*
Colocando de forma clara, Mance viajou primeiro para Vila Acidentada. Isso não é apenas coerente com a teoria montada até agora, mas dá sentido a algumas coisas.
Cavalos Velozes
Primeiro, Mance pede especificamente bons cavalos:
– Precisarei de cavalos. Meia dúzia dos bons. E isso não é algo que eu possa fazer sozinho. Algumas das esposas de lança encurraladas na Vila Toupeira devem servir. Mulheres podem ser melhores para isso. A garota vai confiar mais nelas, e elas me ajudarão com certo estratagema que tenho em mente.
(ADWD, Melisandre)
Ele poderia ter pedido simplesmente cavalos sem precisar esclarecer os que são bons. Essa pequena adição implica que ele planeja uma cavalgada com afinco.
Uma janela de oportunidade
Em segundo lugar, há uma quantidade considerável de tempo disponível para Mance e suas esposas fazerem a viagem:
Os homens haviam estado dezesseis dias na caçada […].
(ADWD, Fedor III)
Isso se refere à quantidade de tempo que Ramsay gastou rastreando os Freys desaparecidos. Isso significa que os convites já foram enviados há algum tempo. Havia três semanas ou mais para Mance fazer a viagem.
Uma pista sutil
Por todas as aparências externas, no entanto, não há evidências de que Mance realmente tenha chegado a Vila Acidentada.
Ou será que existe?
Há um trecho sutil e facilmente esquecido que poderia ser o murmúrio de uma pista. Quando Theon e Roose Bolton estão cavalgando por Vila Acidentada, Theon faz a seguinte observação:
Passaram por um estábulo e por uma pousada fechada, com um feixe de trigo pintado na placa. Fedor ouviu música através das janelas.
(ADWD, Fedor III)
Esta é uma pousada entre o salão de Harwood Stout e o da Senhora Dustin em Vila Acidentada. A música indica que algum menestrel ou trupe de menestréis deve estar tocando. Não há indicação de que haja homens Frey ou Manderly na vila (provavelmente acampados fora do perímetro da vila). Em qualquer caso, este é o tipo de pousada que você suspeitaria que os viajantes frequentassem. Além disso, os estábulos também são atraentes, visto que Mance estava viajando a cavalo.
Uma vez que sabemos que Mance partiu para Vila Acidentada e sabemos que ele teve tempo suficiente para fazer a viagem, devemos concluir que ele está em algum lugar por lá. Para ele em particular, faz bastante sentido chegar cedo por vários motivos:
Deve-se observar que, mesmo que você discorde que a citação significa que Mance está naquela taverna, temos todos os motivos para acreditar que Mance teria visitado Vila Acidentada. E com isso em mente, suas opções ainda seriam as mesmas descritas aqui.

COLETA DE INFORMAÇÕES

Observando o conhecimento a que Mance está exposto em Vila Acidentada, devemos ser capazes de estimar que tipo de conhecimento ou inteligência ele pode ter reunido.
Despensa Stout
Bem, uma coisa que quase certamente pode haver rumores em Vila Acidentada é que Harwood Stout está ficando sem comida por causa da gula de Ramsay. O texto ainda aponta que esses fatos estão sendo revelados pelos próprios servos de Stout:
Seu anfitrião, um grisalho senhor menor de um braço só, chamado Harwood Stout, sabia que era melhor não negar seu pedido, embora suas despensas devessem estar bem perto de se esvaziar. Fedor ouvira os servos de Stout murmurando sobre como o Bastardo e seus homens estavam comendo todo o estoque de inverno.
– Ele vai se casar com a filhinha de Lorde Eddard, dizem – a cozinheira de Stout reclamou, sem perceber que Fedor estava ouvindo –, mas é a gente que ele vai foder quando a neve começar, escrevam minhas palavras.
(ADWD, Fedor III)
Portanto, isso indicaria que Stout está ciente de um futuro sombrio para sua casa, sua família, seu povo - a menos que ele possa encontrar reabastecimento em algum lugar. Sabemos que Ramsay tem abusado de seu anfitrião de outras maneiras, como permitir que seus cães matem os cães de Stout. É muito provável que Stout odeie Ramsay.
O valor de tal inteligência não é claro, mas ainda é uma parcela de conhecimento que pode ser útil mais tarde.
Ódio de Dustin
O simples fato de que Ramsay está hospedado no salão de Stout já revela muito sobre política. Lembre-se de que Mance estava presente no conselho de guerra de Stannis (ADWD, Jon IV), onde Jon apontou que os Dustins e Ryswells estavam ligados aos Boltons pelo casamento.
A observação de que Ramsay não é bem-vindo no salão da Senhora Dustin sugere fortemente que sua lealdade a Roose Bolton não se estende ao próprio Ramsay. Outro fato útil.
Os Freys Desaparecidos
Ramsay diz que perguntou sobre os Freys desaparecidos em cada aldeia e fortaleza que eles encontraram.
Seria razoável que Mance soubesse disso no caminho para Vila Acidentada, ou que o boato estivesse circulando quando ele chegou à pousada em Vila Acidentada.
***
Como você pode ver, isso dá a Mance uma vantagem em diferentes maneiras de explorar as várias tensões dentro das forças de Bolton.
Em particular, ele sabe que os Freys e Manderlys têm objetivos opostos, e que Stout e Dustin desprezam Ramsay.

CONCLUSÕES

Sabemos que o casamento de Ramsay foi transferido para Winterfell. Também sabemos que Mance também foi para Winterfell e se infiltrou se passando por um trovador viajante e sua “família".
No entanto, este olhar sobre as atividades de Mance em Vila Acidentada mostra que ele teve uma compreensão muito boa da dinâmica da política em jogo antes mesmo de chegar, conhecendo como colocar as casas umas contra as outras.
Também é possível (mas não confirmado) que Mance pode até mesmo ter feito um acordo com um dos senhores presentes em Vila Acidentada naquela época.
***
Esta entrada no Mannifesto nos diz tudo o que acontece a Mance antes de chegar a Winterfell, exceto por uma questão gritante:
Mance encontrou Mors “Crowfood” Umber em seu caminho até Vila Acidentada
O encontro desses dois idealizadores é fundamental para os planos de Mance em Winterfell. A razão de eu atrasar a discussão sobre Mors Crowfood é porque é mais fácil entender os argumentos que vou apresentar se eu os relacionar aos vários eventos em Winterfell ocorridos depois da chegada de Mance.
Para continuar lendo o Manifesto e aprender sobre a relação entre Mance e Mors, vá para Uma Aliança de Gigantes e Reis.
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2020.08.19 17:00 fabioassuncao Uma tragédia de três cavaleiros

O texto abaixo é uma tradução da teoria bem conhecida, de mesmo nome, elaborada por u/M_J_Crakehall.
………………………………………………...
Os Ventos do Inverno tem muitos fios de enredo soltos, muitos dos quais são difíceis de adivinhar o resultado. Mas um com muito potencial, mas poucas previsões, é o enredo de Coração de Pedra, que está ligado à história de Brienne, Jaime, Irmandade, Freys de Correrrio e das Gêmeas, Terras Ocidentais e Terras Fluviais. Há tanta coisa acontecendo nesta pequena porção de terra que é difícil apontar o que exatamente acontecerá. Muitos personagens afetam uns aos outros de tantas maneiras que é difícil dizer o que poderia acontecer com todos eles. Hoje, vamos nos concentrar apenas em três, no entanto, e um único evento. Vamos conversar com Senhora Brienne, Sor Jaime e Sor Hyle Hunt.
Em primeiro lugar, um lembrete de onde esses personagens estão atualmente na história. Senhora Coração de Pedra capturou Brienne de Tarth, Podrick Payne e Hyle Hunt. Sob a ameaça da morte dos dois últimos, Senhora Coração de Pedra envia Brienne para encontrar Jaime e trazê-lo para ela. No capítulo de Jaime I em A Dana dos Dragões, Brienne encontrou Jaime e disse a ele que o Cão de Caça está com Sansa e eles devem ir procurá-los. Parece bastante óbvio que Brienne está atraindo Jaime para uma armadilha.
– A garota. Você a encontrou?
– Encontrei – disse Brienne, a Donzela de Tarth.
– Onde ela está?
– A um dia daqui. Posso levá-lo até ela, sor... mas você precisa vir sozinho. Caso contrário, o Cão de Caça a matará.
Agora, podemos debater se Brienne contaria a Jaime sobre o que está por vir. Eu consigo ver que ela contaria a ele e eles se preparariam durante a viagem, mas também pude vê-la mentindo para proteger Podrick e Hyle Hunt. No entanto, acredito que Jaime Lannister ficaria desconfiado e cauteloso no caminho. Claro, quando eles enotrarem Coração de Pedra, haverá algumas discussões entre todos os personagens e um grande diálogo, mas isso seria material para outro tópico. Vamos ao Julgamento de Jaime Lannister. O trunfo de Jaime seria colocar tudo em um julgamento por combate, como é normla entre os seguidores dos Sete e os próprios rebentos de Lannister. Eu considero altamente provável que Thoros de Myr concordasse em fazer um julgamento por combate, pois é o tipo de julgamento praticado pela Irmandade, e assim Coração de Pedra pode não ter opção a não ser concordar, talvez esperando que a justiça divina finamente recaia sobre os Lannisters.
Mas Lady Coração de Pedra não vai deixar isso seguir tão facilmente. Ela tem Jaime Lannister em suas mãos. A traição dele está olhando diretamente para ela. Então ela vai querer um campeão que sabidamente ganhará. E ela se lembra de Brienne e de seu juramento. Senhora Coração de Pedra poderia nomear Brienne como sua campeã, tanto para matar Jaime quanto punir Brienne por sua traição a Senhora Catelyn Stark.
– Não compreendo. O que foi que ela disse?
– Perguntou como se chama essa sua lâmina – respondeu o jovem nortenho com o justilho de pele de ovelha.
– Cumpridora de Promessas – Brienne respondeu.
A mulher de cinza silvou por entre os dedos. Seus olhos eram dois poços rubros ardendo nas sombras. Voltou a falar.
– Não, ela disse. Chame-a de Quebradora de Promessas. Foi feita para a traição e o assassínio. Ela a batiza como Falsa Amiga. Como você.
– Para quem fui falsa?
– Para ela – disse o nortenho. – Poderá a senhora ter se esquecido de que um dia jurou se pôr ao seu serviço?
E agora ... podemos finalmente falar sobre a estrela deste show: Sor Hyle Hunt. Sor Hyle está (ou melhor, estava) a serviço de Lorde Randyll Tarly e era o capitão do portão. Ele deixa Lorde Randyll Tarl. Em parte porque está cansado de Tarly, mas provavelmente para ficar com Brienne e tentar cortejá-la. Diga o que quiser de Hyle Hunt, mas há duas coisas verdadeiras sobre ele: ele é um cuzão e se preocupa com Brienne até certo ponto. Ele é bem aberto sobre querer a mão dela em casamento ou mesmo sobre ir para a cama dela à noite para provar seu valor.
– Deixe a porta do seu quarto destrancada esta noite, e eu me esgueirarei para sua cama para lhe demonstrar a verdade do que digo.
– Se o fizer, será um eunuco quando for embora – Brienne levantou-se e se afastou dele.
Um fato interessante é que quando Brienne lhe diz não, ele escuta e respeita que ela não queira que ele faça isso. Então, ele claramente a respeita. Até certo ponto. Já que fica ambíguo se ele apenas a quer por conta de suas terras. Ele até menciona isso, como uma possível forma de se provar digno dela.
– O que quero ganhar é você, a única descendente viva de Lorde Selwyn. Sei de homens que se casaram com desmioladas e bebês de peito por propriedades com um décimo do tamanho de Tarth. Não sou Renly Baratheon, confesso, mas tenho a virtude de ainda estar entre os vivos. Há quem diga que esta é a minha única virtude. O casamento seria útil para ambos. Terras para mim, e um castelo cheio disto para você – indicou as crianças com um movimento de mão. – Eu sou capaz, asseguro-lhe. Gerei pelo menos uma bastarda, que eu saiba. Não tenha medo, não a obrigarei a acolhê-la. Da última vez que fui vê-la, a mãe me deu um banho com uma panela de sopa.
Veja, eu estou dando bastante destaque ao lado mais leve desse personagem, mas isso é ASOIAF, portanto deve haver um equilíbrio. Hyle Hunt não é um exemplo perfeito de consorte. Longe disso. A primeira vez que ouvimos falar dele é quando Brienne nos conta do jogo que ele inventou para que algum cavaleiro a seduzisse.
Tinham feito uma aposta.
Dissera-lhe que tinha nascido entre três dos cavaleiros mais novos: Ambrose, Bushy e Hyle Hunt, de seu próprio pessoal. Mas à medida que a notícia se espalhava pelo acampamento, outros tinham se juntado ao jogo. Cada homem tinha de comprar a entrada na competição com um dragão de ouro, e a soma total iria para aquele que conseguisse desvirginá-la.
Não era o mais legal dos caras, mas parece que está melhorando. Se não completamente, pelo menos um pouco. Mas o jogo teve um grande impacto em Brienne, como era de se esperar. Então é claro que ela proibiu seus avanços, como deveria. Porém, Hyle Hunt é persistente, como mostrado pelas outras citações acima.
Sabendo que Sor Hyle Hunt é um homem persistente e inteligente, acho que seria provável que se Senhora Coração de Pedra nomeasse Brienne de Tarth como sua campeã, ele se ofereceria para lutar pela Donzela de Tarth. Porém, se ele lutasse contra Sor Jaime Lannister, acredito que perderia e morreria dizendo algo sincero para Brienne ou algumas palavras duras para Jaime.
Em primeiro lugar, acredito que existem algumas razões pelas quais acho que Hyle tentaria lutar contra Jaime Lannister e, no fim, perderia. Uma delas é que ele poderia fazer isso para provar a Brienne que ele se importa com ela e mostrar sua perícia. É algo que ela pode ter visto em sua luta com Rorge, mas Brienne estava um pouco ocupada naquele momento. Outra razão é que quando Jaime e Brienne retornam e interagem com Coração de Pedra, Hyle pode ver o relacionamento deles através de como eles falam e agem e presume o pior. A pior parte de Hyle pode aparecer aqui, enquanto ele desafia Jaime para um duelo não pela liberdade, mas pela mão de Brienne e para irritar o regicida.
Hyle parece ser um bom lutador, se mantendo firme na luta contra Rorge e Dentadas, embora não tenhamos detalhes de suas próprias proezas. Ele tem inteligência e muita autoconfiança, como Bronn.
Sabemos que Hyle pode sentir um certo ciúme de Jaime Lannister e ele não é o tipo de pessoa que desiste de pedir a mão de uma certa mulher em casamento. Como afirmado acima, ele pede diversas vezes, de muitas maneiras diferentes. Também sabemos sobre seu estilo de luta e como ele é observador, podendo até a desafiar Jaime Lannister agora que ele perdeu sua mão em espada. Então, como ele perderia para Jaime? Como Sor Hyle Hunt cairia depois de fazer uma reinvidicação tão grande e ter mostrado alguma destreza na luta contra Rorge e Dentadas?
Bem, temos algumas coisas em jogo aqui. A primeira é que ninguém sabe que Jaime tem treinado sua mão esquerda com Sor Ilyn Payne em segredo. É possível que Jaime tenha aprendido um pouco, e poderíamos ver em uma luta como essa alguma recompensa narrativa para este seu treinamento. Mas isso não quer dizer que Jaime esteja de volta ao que era. Longe disso, ele provavelmente está, no máximo, no nível de esgrima de Balon Swann. Mas só isso não o coloca em pé de igualdade contra Hyle Hunt. Não, Hyle Hunt tem complicadores que ele pode subestimar ou superestimar.
Hyle Hunt tinha sido espancado com tanta violência, que seu rosto estava inchado quase até deixar de ser reconhecível. Tropeçou quando o empurraram, e quase caiu. Podrick o agarrou pelo braço.
– Sor – disse o garoto com ar infeliz quando viu Brienne. – Quero dizer, senhora. Lamento.
Como mostrado acima, Hyle foi espancado até ficar quase irreconhecível. No tempo do duelo, ele poderia ter se curado um pouco, mas quem sabe como isso poderia alterar sua visão, audição ou capacidade de pensamento. Ele ainda poderia estar cansado, sem treinar por algum tempo. Coração de Pedra parece tê-lo mantido acorrentado esperando o retorno de Brienne. Ele estaria fora de forma e exausto, e todos nós sabemos como George joga com o realismo de seu mundo. Isso, combinado com a probabilidade de seu desafio ser feito apenas por despeito, poderia diminuir suas chances contra Jaime imensamente. Ficar fisicamente e emocionalmente exausto depois de muitas surras e esperar que Brienne traga de volta o homem que ela realmente ama pode ter um grande impacto sobre ele em tal luta. Então eu acredito que ele perderia e acabaria morto na lama ou morrendo lentamente,
Mas por que Lady Coração de Pedra deixaria Hyle Hunt lutar no lugar de Brienne? Vamos deixar o motivo óbvio fora do caminho e apontar que ninguém sabe que Jaime conseguiu progredir de volta a uma habilidade mediana com a espada, e sua vitória seria um choque para todos. Assim como a vitória de Sandor contra Beric chocou Arya Stark, a vitória de Jaime chocaria Catelyn morta-viva. Mas há mais do que isso. Alguns membros da Irmandade podem ver algo de poético em Hyle lutando em nome de Brienne e apoiar a decisão. Acho que isso é menos provável, mas pode pesar na escolha de Hyle. Lady Coração de Pedra também pode deixar Hyle participar porque ela não se importa necessariamente com quem mata Jaime, só quer que isso seja feito, e pode pensar que Brienne poderia poupar Jaime, já que ela se importa com ele.
Senhora Coração de Pedra podia até vislumbrar a truculência implícita na oferta de Hyle Hunt e presumir que ele venceria. Afinal, ele trabalhava para Randyll Tarly e uma das poucas qualidades de Tarly é que ele é um bom comandante de batalha. Ela pode assumir que Hyle é um lutador talentoso ou ao menos bom o suficiente para vencer Jaime.
Portanto, analisamos Hyle Hunt e suas motivações, o resultado provável e as razões para Senhora Coração de Pedra concordar com isso. Mas há um motivo pelo qual chamo isso de “Uma Tragédia de Três Cavaleiros”. Seria muito temático e adequado para a história como um todo. O título, é claro, está relacionado à Senhora Brienne, Sor Jaime, Sor Hyle e seus respectivos arcos de cavalaria. Acredito que este capítulo seria da perspectiva de Brienne, para torná-lo ambíguo quanto à verdadeira natureza de Hyle e romantizar parcialmente o momento enquanto ainda se aprofunda naquele realismo que George R. R. Martin ama. Afinal, ele não joga apenas com o lado áspero das coisas. Ele tem uma mão em ambos os mundos. E os outros dois personagens se pareceriam com as diferentes da mesma moeda.
Jaime Lannister veria o lado romântico, o lado do homem lutando pela mulher que ama. Ele pode até ser grato a Hyle por se oferecer no lugar de Brienne. Duvido muito que Jaime queira matar Brienne, e é muito provável que a história de Jaime não termine aqui. Não, ele derrotaria Hyle com prazer aqui se isso significar que ele está seguro e Brienne também. Salvar Podrick também é bom, mas não sabemos bem os sentimentos de Jaime por ele.
Hyle Hunt, no entanto, permaneceria rancoroso da mesma forma que Petyr Baelish. Ele se pareceria com aquele realismo áspero de que fazer algo motivado por malevolência e ciúme se voltaria contra ele. Eu diria que vimos Hyle Hunt como suas melhores intenções durante as viagens com Brienne. Idiota como fosse, ele nunca a forçou ou foi longe demais. E sabemos que George R. R. Martin adora nos mostrar os dois lados de cada personagem. E a última vez que Hyle Hunt esteve em sua pior fase foi no passado.
Acredito que neste momento, em uma explosão de peso emocional, ele viraria a pior versão de si mesmo. Tendo esperado por Brienne sabe-se lá por quanto tempo, apenas para perceber que ela nunca ficaria com ele. Em vez disso, seria trocado por este homem que não apenas quebrou seus juramentos, mas não podia nem mesmo lutar ou proteger sua mulher. Parte de Hyle acreditaria que suas virtudes de cavaleiro implorariam a ele para lutar por ela como qualquer cavaleiro faria. E o que seria mais cavalheiresco do que dois homens adultos lutando na lama por sua liberdade e por uma mulher que ambos amam?
TL; DR - Eu acredito que Jaime exigirá um julgamento por combate, e quando o fizer, Senhora Coração de Pedra irá nomear Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt toma seu lugar como campeão por sentir rancor pelo afeto entre Jaime e Brienne. Hyle Hunt luta contra Jaime, mas perde devido ao seu estado de exaustão e ao novo treinamento de Jaime, e morre lá na lama. Uma batalha pela liberdade de muitos e pelo amor de uma mulher, embelezando ainda mais os temas da cavalaria que abrange cada um dos três personagens.
………………………………………….
E vocês, acham que acontecerá assim? Acham que quem será o POV do julgamento de Jaime?
Comentem =)
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2020.08.18 18:00 Vl4dimirPudim A história da ULIP

Após a expulsão dos texugos de teemo city nos Estados Unidos de Renatinho, eles foram para a ilha deserta sul do arquipélago de Pudinisland, lá eles fundaram um país livre das opressões dos humanos, e se consagraram o principal vencedor da 1° guerra Gnomistica ( só os Texugos acham que só eles ganharam a guerra ).
Após vários anos dessa guerra, a população almentará muito e assume a presidência Pripiat Kosvok, um texugo aparentemente normal, mas ele não era, ele dá um golpe de estado e intala uma ditadura que digamos "não seguem os direitos humanos", o nome do país é alterado para República dos texugos felizes, mas após alguns revoltas oprimidas as pessoas acabam aderindo as ideia do regime.
Havia vários relatos de tortura, perseguição política e miséria no estado dos texugos, isso ocasionou milhões de protesto em toda Pudinisland, a tenção era grande o povo temia e esperava um guerra, mas a UNP ( União das Nações de Pudinisland ) obrigada as potências do arquipélago a não criarem uma 2° guerra Gnomistica. Ela obriga a Rússia 2 a ceder os territórios da ilha comprida do oeste, mas especificamente o sul, que não havia nada além de mata é panda, a Rússia 2 "concorda" com os termos imposto pela UNP e acaba cedendo os territórios com uma população estimada de 4784 russos, boa parte militares na reserva ou aposentados, e milhões de pandas camponeses, plantadores de coxinha, A República dos texugos felizes, descobre uma grande reserva de minérios de vodka e petróleo de dinossauros mortos.
Eles invadem o local e enviam primeiramente prisioneiros de guerra e condenados para trabalhar em condições precárias dentro dessas minas. Porém eles decidiram escravizar a população Nativa também, incluindo os camponeses pandas. Uma dessas pessoas é Cleber Salgado, um ex militar russo que se aposentou devido a um assistente de trabalho ( uma granada explodiu no seu pé, e ele ficou sem pé ), ele foi um dos que foram levados para os campos de trabalho forçado, porém numa noite ele decidiu arriscar sua vida para tentar escapar desse pesadelo, ele conseguiu fugir para a mata, faz uma jangada e partiu até o território russo, lá ele falou com o gonverno e falou o que estava acontecendo com o antigo território.
Após meses de preparo ele consegue se reunir com os camponeses que fugiram é alguns pandas na região fronteiriça entre os russos e a República dos texugos felizes, ele monta um pequeno grupo armado com apoio dos russos. É parte para o campo de trabalho forçado de Vulkiguli, para libertar seus camaradas. A invasão a Vulkiguli falha, o exército de Cleber é totalmente destruído, muito perderam a vida e os que sobreviveram foram levados para prisões de trabalho forçado.
Cleber Salgado reúne mais uma vez um exercício, dessa vez ele Consegue Chamar os Pandas, que nem se quer falavam inglês, foram para guerra milhões de pandas, eles usavam apenas um chapéu de palha e uma ak 47.
A guerra de Miskivolk ( outro campo de trabalho forçado) contou com Cleber Salgado em pessoa, e alguns furrys, A batalha foi um sucesso, a rápida tomada fo forte de Susk Vantork Foi essencial para trasformar-lo numa fortaleza aliada, ganhado o fronte e derrotado o exército dos texugos pelo Atrito. Pouco a Pouco, o exército dos texugos foram recuando, e a meia noite é declarado a Vitória sobre o comando de Cleber Salgado e pelos grandes soldado Pandas que defenderam bravamente com suas vidas.
O forte foi usado como base pelos Exército aliados é, se tornou um grande ponto de refugiados de prisões, lá havia um grande acampamento improvisado que acomodava 150 mil pessoas Cíveis e soldados, Um Hospital militar, Depósitos feitos de madeira, Algumas plantações de coxinha, O forte foi todo murado e colocado guardas 24/7 para defender o forte. Pouco anos após o término da guerra, essa seria o início da cidade de Clepolis. Após a guerra de Miskivolk, houve várias outras guerra e invasões aliadas e inimigas, a maior delas foi a invasão aliada a principal base aérea da região, a Kormingtar 01, Essa foi a primeira grande derrota do exército dos texugos, que possibilitou o exército de Cleber receber suprimentos diretamente da russia 2, por vias aéreas, Também possibilitou a patrulha aérea da região, por conta dos helicópteros e aviões deixados pelos texugos, em sumo foi a principal batalha de toda Guerra pela libertação de U.L.I.P.
Agora Com o exército dos texugos recuando, o sul da ilha Dlinnyy era de Cleber, as vastas cadeias de túneis subterrâneos cheios de Chade ( o mineiro revolucionário super power revolution ), às vastas montanhas de Vodka, As estepes dos unos, Tudo era de Cleber. finalmente havia paz, mas Cleber Salgado Queria mais, Ele invade a ilha de Ostrov Krabov e... Começa a tocar Crab Island do Noisestorm...(NÃO '-')...
[Bom podemos perceber que Cleber Salgado perdeu a linha, o poder subiu a cabeça, então essa informação é importante]
...nada contasse? "AH MEU DEUS OLHA AQUELE MÍSSIL...BOOOOOOOMMMM" todo o exército de Cleber tinha ido por água abaixo, Cerca de 3 milhões de pessoas morreram, 15 milhões de Caran Morreram! ( F ). Sim a República dos texugos felizes tinha lançado um míssil 15x mais forte que a bomba De Nagasaki em um ilha composta apenas por caranguejos e o exército de Cleber. ( inclusive é por causa dessa bomba que a ilha tem esse formato de um "c" de lado). Essa armadilha foi crucial para a Guerra, será que Os Texugos triunfaram dessa vez? Será que o Cleber vai perder? A primeira derrota dos Russos? Resposta: (Tá Parei XD)
Essa armadilha deixa Cleber (mais) louco (do que ele já estava), Ele começa a beber litros de vodka, sua mente foi abalada completamente, Isaías, o seu melhor amigo panda havia morrido na quela emboscada, Penny a única mulher que ele amou na sua vida, havia traído ele com seu irmão Dias antes... Cleber sofreu. Mas isso não era o suficiente para Abalar o grande Cleber Salgado Peixes o Rei das Coxinhas, Com sua Bravura, Sua Mente Blindada de Belo soldado RUSSO e 30 litros de vodka ele não se abalava por nada... Foi então que ele planeja o plano Braba ruiva 2, Que consistia em Invadir a grande ilha Schastlivyy ostrov Barsukov, a ilha principal do estado dos texugos. A operação seria muito Difícil, mas para um louco... quero dizer um Gênio militar como o Cleber, o que é difícil? Ele passa Semanas sem dormir, focado no seu plano.
Até que chega o dia da ação. Começando com um bombardeios Noturnos, na cidade de Belo Texugo Horizonte, e em bases próximas a cidade, Após 2 Horas de constante Bombardeios, os primeiros ParaquedistasSaltam de seus aviões, caindo levemente em pastos verdejantes, juntos com os paraquedistas, Cerca de 300 mil soldados russos, desembarcaram em portos, costas e praias de Belo Texugo Horizonte, Foi um dia glorioso para os soldados aliados e um péssimo dia para os Texugos.
Na manhã do dia seguinte, os bombardeios acalmaram, e o grande exército liderado por claber marchava para o Rio de Texugo, Saqueando Vilas e pequenas cidades e tomando Fortalezas. Ao todo foram 15 dias Marchando. O exército estava motivado como nunca, eles contavam as História mais epicas é assustadoras e cantavam juntos Hinos de seus países, era lindo, aquilo para os soldados era nada além de uma grande aventura, de que sairiam Glorioso e orgulhoso de se mesmo. Mas a tomada do Rio foi mais Complicada do que eles esperavam...
A começar pela retomada dos Bombardeios, que foram eficazes no início, mas por conta das artilharias ante-aéreas, foram obrigados a recuar. Havia muitas resistência, e por conta das ante-aéreas o reforço dos paraquedistas não aconteceu como o esperado, ficando só com o reforço marítimo. Mas após 2 dias de batalha intensa, a presença do exército dos texugos era desprezível. Porém os traficantes de doginho dos morros se juntaram para lutar contra os soldados aliados, os morros de Rio de Texugo eram bem diferentes dos combates em campo aberto ou das ruas das cidades, os inúmeros becos e ruelas confundiam profundamente os soldados, fora o conhecimento geografia intenso dos traficantes locais, que além de serem traficantes eram apoiados pelo exército dos texugos. Essa Guerra foi muito massante para os Aliados que passaram por experiência terríveis até para soldados Russos. Ao longo de 7 dias de guerra, Rio de Texugo finalmente era Posse dos Aliados.
Agora eles partiam para uma jornada de 6 dias para São Texugo Paulo, indo pelo Costa que era repleta de bases da marinha dos texugos, o que dificultou o suporte marítimo dos russos, além de eles estarem completamente sem nem um apoio areio. Mas logo o tempo passa e lá estão o exército de Cleber há 10 quilômetros da capital São Texugo Paulo, que era a mais bem prepada é militarizada de todas as outras cidades, Todo o resto do exército profissional dos texugos estava lá, também toda a marinha e aeronáutica. Alguns bombardeiros e aviões decidiram embarcar nessa última viagem, uma viagem sem volta, ( F pelos pilotos que se sacrificaram pelos aliados ).
Guerreiros.
"A batalha sangrenta, que fez de nossos aliados pó e sangue, que cremaram nossos corpos, mas não nossa dignidade, que Feiram nosso peito com uma bala, mas não feriram nossa esperança, que Bombardiaram nossos batalhões, mas não nossos corações, Que afundaram nosso encouraçados, mas ainda vive em nossos passados, Escondidos em falsos deuses dourados. Jogaram Armas químicas contras nós, diminuindo assim nossos Karmas, Fazendo assim, com nossas inchadas, Trocadas Por lindas Armas, o Trabalho escravo, trocado por um liberdade. Podem matar, mas já mais terminaram o legado sem fim de um Guerreiro Pudim."
"Poema feito por Vladimir Pudim 2 de agosto de 2020"
Nesse trecho do poema "Guerreiros" retrata bem a Vitória sofrida dos Aliados, que para defender sua tirania Pripiat Kosvok usa de táticas desumanas contra nós, como armas químicas, lança Chamas e Torturas. Nessa batalha também teve a naufrágio do RSS Borisland, o grande navio russo da 1° guerra Gnomistica. Mas por fim Pripiat Kosvok foi morto e a paz foi instaurado no Novo Estado Dos Texugos Felizes. De quase 1 milhão de soldados que participaram diretamente da operação barba ruiva 2, apenas saíram vivos Por volta de 150 mil. ( um F a todos )
Foi instaurado um estado livre na República dos texugos felizes, voltando a ser o estado livre dos texugos [obviamente com ligação direta a Rússia 2 pq né?], mas especificamente falando da região de Cleber Salgado, a Rússia 2 toma o controle da região (por conta dos minerios) basicamente transformando a região em um estado fantoche. Vendo isso Cleber Salgado ( que está louco ) temia o estado que ele lotou para conquistar, se tornar novamente algo autoritário, ele vai até o kremlin, durante um pronunciamento oficial do gonverno russo ( que estava sendo transmitido para todos da russia 2 e até de toda Pudinisland ) ele invade o pronunciamento, dá um soco na cara de Gorbachev 2 ( presidente da russia 2 na época) fazendo ele desmaia, Cleber pega o microfone e proclama a União das linhas do imperio Pudinesco, ou U.L.I.P, Cleber Salgado acabou de dar um golpe de estado, pra não ocasionar mais uma guerra, a ONP concordou em deixar a U.L.I.P livre.
Cleber volta para o seu país recém criado, como chefe da nação, Ele é ovacionado pela sua população, todos de todas as cidades celebram sua liberdade. Cleber começa a exportar os minerais o ocasiona uma rápida crescida no Pib, ele começa a investir em infraestrutura e em pesquisa e desenvolvimento, principalmente na pesquisa do minério de Salsichomita, recém encontrado nas cavernas subterrâneas da U.L.I.P, vários pesquisadores do MUNDO todo foram para lá, entre eles os pesquisadores do Acre, que descobriram propriedades ante-gravitacionais na Salsichomita, quando energização, sua capacidade de armazenamento energético é 5000 de vezes mais eficiente do que as baterias comuns, um minério leve e muito especial, foi dos dinossauros que Cleber encontrou o lucro, e os dinossauros a revolução tecnológica que eles tanto queriam, foram vendidos toneladas de Salsichomita para o Acre, enriquecendo muito o estado de Cleber.
Após a chegada de Vladimir Pudim ao gonverno Russo, as relações da U.L.I.P com o Arquipélago de Pudinisland melhorou muito, principalmente com a Rússia 2, pois Vladimir Pudim foi ex-parceiro de combate de Cleber Salgado Peixes, antes do acidente da granada, A U.L.I.P cresceu e se tornou um país multe cultural, com Humanos russos, Caranguejos, Furrys e texugos que desertaram do estado dos texugos e Muitos pandas gordos.
O país atualmente
Nome oficial: União das linhas do imperio Pudinesco População: 2.457.998 habitantes Maioria ética: PANDA Pib per capita: 10.930 dólares Moeda oficial: Rubulo da U.L.I.P Religião oficial: Budismo dos Bandas Capital: Clepolis Presente: Cleber Salgado Peixes Gastos Militares: 2 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: não
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2020.08.07 23:21 Vl4dimirPudim HISTÓRIA DA U.L.I.P Idealizada pelo ME.GERMAN e escrito pelo VLADIMIR PUDIM

Após a expulsão dos texugos de teemo city nos Estados Unidos de Renatinho, eles foram para a ilha deserta sul do arquipélago de Pudinisland, lá eles fundaram um país livre das opressões dos humanos, e se consagraram o principal vencedor da 1° guerra Gnomistica ( só os Texugos acham que só eles ganharam a guerra ).
Após vários anos dessa guerra, a população almentará muito e assume a presidência Pripiat Kosvok, um texugo aparentemente normal, mas ele não era, ele dá um golpe de estado e intala uma ditadura que digamos "não seguem os direitos humanos", o nome do país é alterado para República dos texugos felizes, mas após alguns revoltas oprimidas as pessoas acabam aderindo as ideia do regime.
Havia vários relatos de tortura, perseguição política e miséria no estado dos texugos, isso ocasionou milhões de protesto em toda Pudinisland, a tenção era grande o povo temia e esperava um guerra, mas a UNP ( União das Nações de Pudinisland ) obrigada as potências do arquipélago a não criarem uma 2° guerra Gnomistica. Ela obriga a Rússia 2 a ceder os territórios da ilha comprida do oeste, mas especificamente o sul, que não havia nada além de mata é panda, a Rússia 2 "concorda" com os termos imposto pela UNP e acaba cedendo os territórios com uma população estimada de 4784 russos, boa parte militares na reserva ou aposentados, e milhões de pandas camponeses, plantadores de coxinha, A República dos texugos felizes, descobre uma grande reserva de minérios de vodka e petróleo de dinossauros mortos.
Eles invadem o local e enviam primeiramente prisioneiros de guerra e condenados para trabalhar em condições precárias dentro dessas minas. Porém eles decidiram escravizar a população Nativa também, incluindo os camponeses pandas. Uma dessas pessoas é Cleber Salgado, um ex militar russo que se aposentou devido a um assistente de trabalho ( uma granada explodiu no seu pé, e ele ficou sem pé ), ele foi um dos que foram levados para os campos de trabalho forçado, porém numa noite ele decidiu arriscar sua vida para tentar escapar desse pesadelo, ele conseguiu fugir para a mata, faz uma jangada e partiu até o território russo, lá ele falou com o gonverno e falou o que estava acontecendo com o antigo território.
Após meses de preparo ele consegue se reunir com os camponeses que fugiram é alguns pandas na região fronteiriça entre os russos e a República dos texugos felizes, ele monta um pequeno grupo armado com apoio dos russos. É parte para o campo de trabalho forçado de Vulkiguli, para libertar seus camaradas. A invasão a Vulkiguli falha, o exército de Cleber é totalmente destruído, muito perderam a vida e os que sobreviveram foram levados para prisões de trabalho forçado.
Cleber Salgado reúne mais uma vez um exercício, dessa vez ele Consegue Chamar os Pandas, que nem se quer falavam inglês, foram para guerra milhões de pandas, eles usavam apenas um chapéu de palha e uma ak 47.
A guerra de Miskivolk ( outro campo de trabalho forçado) contou com Cleber Salgado em pessoa, e alguns furrys, A batalha foi um sucesso, a rápida tomada fo forte de Susk Vantork Foi essencial para trasformar-lo numa fortaleza aliada, ganhado o fronte e derrotado o exército dos texugos pelo Atrito. Pouco a Pouco, o exército dos texugos foram recuando, e a meia noite é declarado a Vitória sobre o comando de Cleber Salgado e pelos grandes soldado Pandas que defenderam bravamente com suas vidas.
O forte foi usado como base pelos Exército aliados é, se tornou um grande ponto de refugiados de prisões, lá havia um grande acampamento improvisado que acomodava 150 mil pessoas Cíveis e soldados, Um Hospital militar, Depósitos feitos de madeira, Algumas plantações de coxinha, O forte foi todo murado e colocado guardas 24/7 para defender o forte. Pouco anos após o término da guerra, essa seria o início da cidade de Clepolis. Após a guerra de Miskivolk, houve várias outras guerra e invasões aliadas e inimigas, a maior delas foi a invasão aliada a principal base aérea da região, a Kormingtar 01, Essa foi a primeira grande derrota do exército dos texugos, que possibilitou o exército de Cleber receber suprimentos diretamente da russia 2, por vias aéreas, Também possibilitou a patrulha aérea da região, por conta dos helicópteros e aviões deixados pelos texugos, em sumo foi a principal batalha de toda Guerra pela libertação de U.L.I.P.
Agora Com o exército dos texugos recuando, o sul da ilha Dlinnyy era de Cleber, as vastas cadeias de túneis subterrâneos cheios de Chade ( o mineiro revolucionário super power revolution ), às vastas montanhas de Vodka, As estepes dos unos, Tudo era de Cleber. finalmente havia paz, mas Cleber Salgado Queria mais, Ele invade a ilha de Ostrov Krabov e... Começa a tocar Crab Island do Noisestorm...(NÃO '-')...
[Bom podemos perceber que Cleber Salgado perdeu a linha, o poder subiu a cabeça, então essa informação é importante]
...nada contasse? "AH MEU DEUS OLHA AQUELE MÍSSIL...BOOOOOOOMMMM" todo o exército de Cleber tinha ido por água abaixo, Cerca de 3 milhões de pessoas morreram, 15 milhões de Caran Morreram! ( F ). Sim a República dos texugos felizes tinha lançado um míssil 15x mais forte que a bomba De Nagasaki em um ilha composta apenas por caranguejos e o exército de Cleber. ( inclusive é por causa dessa bomba que a ilha tem esse formato de um "c" de lado). Essa armadilha foi crucial para a Guerra, será que Os Texugos triunfaram dessa vez? Será que o Cleber vai perder? A primeira derrota dos Russos? Resposta: (Tá Parei XD)
Essa armadilha deixa Cleber (mais) louco (do que ele já estava), Ele começa a beber litros de vodka, sua mente foi abalada completamente, Isaías, o seu melhor amigo panda havia morrido na quela emboscada, Penny a única mulher que ele amou na sua vida, havia traído ele com seu irmão Dias antes... Cleber sofreu. Mas isso não era o suficiente para Abalar o grande Cleber Salgado Peixes o Rei das Coxinhas, Com sua Bravura, Sua Mente Blindada de Belo soldado RUSSO e 30 litros de vodka ele não se abalava por nada... Foi então que ele planeja o plano Braba ruiva 2, Que consistia em Invadir a grande ilha Schastlivyy ostrov Barsukov, a ilha principal do estado dos texugos. A operação seria muito Difícil, mas para um louco... quero dizer um Gênio militar como o Cleber, o que é difícil? Ele passa Semanas sem dormir, focado no seu plano.
Até que chega o dia da ação. Começando com um bombardeios Noturnos, na cidade de Belo Texugo Horizonte, e em bases próximas a cidade, Após 2 Horas de constante Bombardeios, os primeiros ParaquedistasSaltam de seus aviões, caindo levemente em pastos verdejantes, juntos com os paraquedistas, Cerca de 300 mil soldados russos, desembarcaram em portos, costas e praias de Belo Texugo Horizonte, Foi um dia glorioso para os soldados aliados e um péssimo dia para os Texugos.
Na manhã do dia seguinte, os bombardeios acalmaram, e o grande exército liderado por claber marchava para o Rio de Texugo, Saqueando Vilas e pequenas cidades e tomando Fortalezas. Ao todo foram 15 dias Marchando. O exército estava motivado como nunca, eles contavam as História mais epicas é assustadoras e cantavam juntos Hinos de seus países, era lindo, aquilo para os soldados era nada além de uma grande aventura, de que sairiam Glorioso e orgulhoso de se mesmo. Mas a tomada do Rio foi mais Complicada do que eles esperavam...
A começar pela retomada dos Bombardeios, que foram eficazes no início, mas por conta das artilharias ante-aéreas, foram obrigados a recuar. Havia muitas resistência, e por conta das ante-aéreas o reforço dos paraquedistas não aconteceu como o esperado, ficando só com o reforço marítimo. Mas após 2 dias de batalha intensa, a presença do exército dos texugos era desprezível. Porém os traficantes de doginho dos morros se juntaram para lutar contra os soldados aliados, os morros de Rio de Texugo eram bem diferentes dos combates em campo aberto ou das ruas das cidades, os inúmeros becos e ruelas confundiam profundamente os soldados, fora o conhecimento geografia intenso dos traficantes locais, que além de serem traficantes eram apoiados pelo exército dos texugos. Essa Guerra foi muito massante para os Aliados que passaram por experiência terríveis até para soldados Russos. Ao longo de 7 dias de guerra, Rio de Texugo finalmente era Posse dos Aliados.
Agora eles partiam para uma jornada de 6 dias para São Texugo Paulo, indo pelo Costa que era repleta de bases da marinha dos texugos, o que dificultou o suporte marítimo dos russos, além de eles estarem completamente sem nem um apoio areio. Mas logo o tempo passa e lá estão o exército de Cleber há 10 quilômetros da capital São Texugo Paulo, que era a mais bem prepada é militarizada de todas as outras cidades, Todo o resto do exército profissional dos texugos estava lá, também toda a marinha e aeronáutica. Alguns bombardeiros e aviões decidiram embarcar nessa última viagem, uma viagem sem volta, ( F pelos pilotos que se sacrificaram pelos aliados ).
Guerreiros.
"A batalha sangrenta, que fez de nossos aliados pó e sangue, que cremaram nossos corpos, mas não nossa dignidade, que Feiram nosso peito com uma bala, mas não feriram nossa esperança, que Bombardiaram nossos batalhões, mas não nossos corações, Que afundaram nosso encouraçados, mas ainda vive em nossos passados, Escondidos em falsos deuses dourados. Jogaram Armas químicas contras nós, diminuindo assim nossos Karmas, Fazendo assim, com nossas inchadas, Trocadas Por lindas Armas, o Trabalho escravo, trocado por um liberdade. Podem matar, mas já mais terminaram o legado sem fim de um Guerreiro Pudim."
"Poema feito por Vladimir Pudim 2 de agosto de 2020"
Nesse trecho do poema "Guerreiros" retrata bem a Vitória sofrida dos Aliados, que para defender sua tirania Pripiat Kosvok usa de táticas desumanas contra nós, como armas químicas, lança Chamas e Torturas. Nessa batalha também teve a naufrágio do RSS Borisland, o grande navio russo da 1° guerra Gnomistica. Mas por fim Pripiat Kosvok foi morto e a paz foi instaurado no Novo Estado Dos Texugos Felizes. De quase 1 milhão de soldados que participaram diretamente da operação barba ruiva 2, apenas saíram vivos Por volta de 150 mil. ( um F a todos )
Foi instaurado um estado livre na República dos texugos felizes, voltando a ser o estado livre dos texugos [obviamente com ligação direta a Rússia 2 pq né?], mas especificamente falando da região de Cleber Salgado, a Rússia 2 toma o controle da região (por conta dos minerios) basicamente transformando a região em um estado fantoche. Vendo isso Cleber Salgado ( que está louco ) temia o estado que ele lotou para conquistar, se tornar novamente algo autoritário, ele vai até o kremlin, durante um pronunciamento oficial do gonverno russo ( que estava sendo transmitido para todos da russia 2 e até de toda Pudinisland ) ele invade o pronunciamento, dá um soco na cara de Gorbachev 2 ( presidente da russia 2 na época) fazendo ele desmaia, Cleber pega o microfone e proclama a União das linhas do imperio Pudinesco, ou U.L.I.P, Cleber Salgado acabou de dar um golpe de estado, pra não ocasionar mais uma guerra, a ONP concordou em deixar a U.L.I.P livre.
Cleber volta para o seu país recém criado, como chefe da nação, Ele é ovacionado pela sua população, todos de todas as cidades celebram sua liberdade. Cleber começa a exportar os minerais o ocasiona uma rápida crescida no Pib, ele começa a investir em infraestrutura e em pesquisa e desenvolvimento, principalmente na pesquisa do minério de Salsichomita, recém encontrado nas cavernas subterrâneas da U.L.I.P, vários pesquisadores do MUNDO todo foram para lá, entre eles os pesquisadores do Acre, que descobriram propriedades ante-gravitacionais na Salsichomita, quando energização, sua capacidade de armazenamento energético é 5000 de vezes mais eficiente do que as baterias comuns, um minério leve e muito especial, foi dos dinossauros que Cleber encontrou o lucro, e os dinossauros a revolução tecnológica que eles tanto queriam, foram vendidos toneladas de Salsichomita para o Acre, enriquecendo muito o estado de Cleber.
Após a chegada de Vladimir Pudim ao gonverno Russo, as relações da U.L.I.P com o Arquipélago de Pudinisland melhorou muito, principalmente com a Rússia 2, pois Vladimir Pudim foi ex-parceiro de combate de Cleber Salgado Peixes, antes do acidente da granada, A U.L.I.P cresceu e se tornou um país multe cultural, com Humanos russos, Caranguejos, Furrys e texugos que desertaram do estado dos texugos e Muitos pandas gordos.
O país atualmente
Nome oficial: União das linhas do imperio Pudinesco População: 2.457.998 habitantes Maioria ética: PANDA Pib per capita: 10.930 dólares Moeda oficial: Rubulo da U.L.I.P Religião oficial: Budismo dos Bandas Capital: Clepolis Presente: Cleber Salgado Peixes Gastos Militares: 2 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: não
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